Ed. nº 32 (Dezembro de 2017) 
Dez anos de Jornal do Luan


Marco Mosca 2

  Os eventos a seguir, são a continuação dos eventos de Marco Mosca, onde depois de salvar todos os ocupantes de um avião, ficou para trás com dois amigos.

  Depois que Rogério Nem surge de repente e abraça Marco Mosca e Sebastião Folgado, em um gesto de carinho e amizade, Sebastião se assusta, corre em direção dos  helicópteros de resgate, dá um salto espetacular e consegue embarcar, indo embora.
  Marco Mosca e Rogério Nem voltaram para o acampamento e acenderam uma nova fogueira. E enquanto se alimentavam, Marco Mosca tomava uma decisão. - Vamos embora pois aqui ser perigoso!
- Mas para onde vamos amigo? Perguntou Rogério Nem.
- Iremos para outro acampamento mais seguro. Confie em mim! Respondeu nosso herói.
  Mais tarde, depois de andarem 
várias horas, finalmente chegam a um acampamento.
- Esse acampamento é seu? Perguntou Rogério o curioso.
- É meu! Respondeu uma voz que veio de dentro das matas.
Rogério Nem se vira assustado e visualiza um homem de média estatura, barba até a altura do peito, usando um jaleco branco, chinelos feitos de selva e com um arco e flecha daqueles modernos com mira telescópica nas costas.
  Ele para na frente de Rogério Nem e se apresenta.
- Sou Sir Willian Douglas, biólogo mundialmente conhecido na Amazônia. Estou aqui a dez longos anos e meu amigo Marco
Mosca vem me visitar constantemente.
- Que loucura meu! Suspirou Rogério Suspiro.
  Então, depois de se abraçarem, Sir Willian Douglas ordena.
- Vamos nos alimentar!
  Depois de terem enchido o bucho, os três foram descansar, pois pela manhã, resolveriam o que fazer de suas vidas.
  Marco Mosca, roncava feito um porco quando Rogério Nem acordou assustado.
- Ouviram isso?
- É o Marco roncando. Vá dormir. Respondeu Sir Willian Douglas.
  Rogério Nem ficou bolado. Não conseguia dormir. Pegou sua lança e ficou observando.
  Instantes depois, ele vê um pontinho branco no meio da
 escuridão.
  De repente, mais um ponto branco aparece.
  Rogério Nem começa a ficar gelado. Os dois pontinhos brancos começam a se mexer.
  Rogério corre para chamar Sir Willian Douglas.
- Cara,te te tem alguma coisa ali.
  Sir Willian Douglas levanta e também vê.
- Caramba, será que é uma onça?
  De repente, começa a aparecer mais pontos brancos.
- Marco, acorda. Gritou Sir Willian Douglas apavorado.
  Marco Mosca acorda. Rogério Nem corre e agarra Sir Willian Douglas. Os dois começam a gritar quando da mata surgem vários índios todos com lanças
 nas mãos.
  Marco Mosca então grita:
 - corram!  Corram como nunca correram antes em suas vidas!
  Marco Mosca some na mata.
  Sir Willian Douglas e Rogério Nem fazem o mesmo.
  Enquanto correm, Rogério Nem grita para Sir Willian Douglas:
 - Por que eu não corri para o helicóptero? Se tivesse feito isso, não estaria nessa situação!
- É mesmo cara, estamos ferrados!  Só espero que não nos peguem, eles são canibais! Respondeu Sir Willian Douglas. 
  Os índios correm atrás deles. Um deles, lança um dardo que acerta no pescoço de Rogério Nem. Rogério não resiste e cai.
  Sir Willian Douglas vai em seu socorro. Os índios os cercam.
- Vocês não vão comer o meu amigo! Gritou  Sir Willian Douglas apavorado.
  O índio chega perto dele e desfere um golpe que faz Sir Willian cair desmaiado. 
  Horas depois, já de manhã, os dois acordam e percebem que estão amarrados em um tronco. Os índios comemoram dançando com tochas nas mãos ao redor deles.
- Cara, eles vão nos cozinhar. Choramingou Rogério Nem.
- Não tenho palavras para descrever o que estou sentindo nesse momento.  Respondeu Sir Willian Douglas, visivelmente hipnotizado pelas tochas.
- Socorro! Socorro! Gritava Rogério Nem já se conformando.
  De repente, surge do alto das árvores Marco Mosca.
  Ele pousa bem na frente dos amigos ao mesmo tempo em que a nuvem verde fedorenta que o envolve dá uma
 rajada violenta nos índios que são jogados longe.
- Vamos embora!  Ordenou Marco Mosca enquanto soltava seus dois amigos.
- Eu te amo Marco! Declarou Rogério Nem dando um beijo nele.
  Sir Willian Douglas não saía do lugar. Estava aéreo.
  Marco Mosca não perde tempo. Dá-lhe um bofetão que até Rogério Nem sente.
  Sir Willian Douglas acorda do transe, pega seu arco e flechas e todos começam a correr.
  Os índios se reorganizam e vão atrás.
  Os três destemidos amigos corriam a exaustão.
- O que é isso cara?  Pensei que a selva fosse tranquila! Gritava Rogério Nem enquanto tropeçava nos galhos atrasando seus amigos.
- Para de reclamar!  Eles estão chegando perto! Não quero virar ensopado! Rebateu Sir Willian Douglas já quase parando.
- Parem!  Ordenou Marco Mosca.
- Venham para trás dessa pedra. Completou.
- Cara, o que vai ser da gente? Perguntou Rogério Nem.
- Quer saber?  Vou enfrentar esses índios e não perderei! Gritou Sir Willian Douglas, batendo no peito.
- A partir de
 hoje, todos me conheceram pelo nome de Sir Willian Selvagem! Completou ele enquanto empunhava seu arco em posição de ataque. Rogério Nem não conteve as lágrimas.
- Vamos morreeeer!
- Calem a boca!  Vocês não sair daqui!  Mim voltar rápido! Ordenou Marco Mosca enquanto pegava uma semente de sua tanga.
- O que é isso? Pergunta Rogério Nem, ao mesmo tempo em que os índios chegam.
- Vocês ficar calmo!  Afirmou Marco Mosca.
  Nesse instante, Marco Mosca lança a semente em direção a pedra. Um grande círculo luminoso se abre e quando Marco
Mosca salta para dentro dele, a nuvem verde fedorenta que o protegia o deixa, permanecendo parada em frente ao círculo luminoso que se fechava rapidamente.
  Sir Willian Selvagem e Rogério Nem estavam ali pasmos com o que viam.
  A nuvem verde fedorenta começa a se deslocar em direção aos índios.
  A nuvem não os ataca. Simplesmente os envolve como fazia com Marco Mosca.
- Agora ferrou de vez!  Choramingou Rogério Nem.
- Eu enfrentarei todos vocês!  Não tenho mais medo!  Gritou Sir Willian Selvagem, levando seu arco ao alto em gesto de desafio
.
  Nesse instante,  um dos índios se aproxima e diz: - Vocês estão livres!  Tudo que nós queria era a nossa névoa que protege nós de seres estranhos que nem vocês.
- Seu amigo roubou ela de nós quando chegou aqui. Agora nós tem ela de volta. Nós vai embora e deixa vocês em paz. Finalizou o líder da tribo.
  E enquanto os índios se retiravam, Sir Willian Selvagem e Rogério Nem caiam sentados se perguntando: - Onde foi parar Marco Mosca?
  Nesse instante, do outro lado do país, em um apartamento da zona sul, um portal se
 abre e Marco Mosca pula para fora dele.
- Caramba!  Mim está em casa!
  De repente, quatro crianças entram na sala correndo e gritando.
- Papai, papai, você voltou!
  Todos tinham a cara de Marco Mosca.
- Que bom que voltou papai! Gritavam de alegria os quadrigêmeos.
  Marco Mosca se apavora e imediatamente num piscar de olhos, ele pula para dentro do portal que se fecha de imediato.
  De volta à selva, Sir Willian Selvagem e Rogério Nem tentam entender o que aconteceu quando do nada o portal reaparece e Marco Mosca salta para fora.
- Maluco, onde tu tava? Tu sumiu e a nuvem fedorenta foi embora com os índios.  Eles disseram que tu roubou a névoa que protege eles. Que parada é essa meu? Perguntou Rogério Nem todo nervoso.
- Eu fazer isso porque nuvem não passar por portal. Quando eu vir pra cá, a nuvem verde se juntou a mim sem eu querer. Só sobrevivi porquê ela me ajudava.
- E esse
 portal? Perguntou Sir Willian Selvagem com ar de intelectual.
- Achei sementes perto de pirâmide. Joguei uma por jogar e apareceu.
- Esse portal leva para a onde? Perguntou Rogério Nem mais calmo.
- Para onde você pensar! Respondeu Marco Mosca.
- Por que não usou para tirar todos os sobreviventes daqui? Perguntou Sir Willian Selvagem e bem irritado.
- Só serve para fins egoístas! Respondeu Marco Mosca.
- Então, você entrou no portal para salvar sua pele e não para nos salvar dos índios? Perguntou Sir Willian Selvagem e bem mais irritado.
  Marco Mosca deu um sorriso sem graça e quando ia responder, um barulho no céu chamou a atenção dos três.
   São helicópteros de guerra do exército. São ultra modernos! Comentou Rogério nem apontando para eles.
  Dezenas de soldados descem pelas cordas.
  Três deles se aproximam. Um general e duas oficinas bem armadas.
- Bom dia Marco Mosca! Sou o general Sérgio Tatu e essas são as oficiais Akatia47 e Márcia Bibi. Estamos aqui para levá-lo em custódia. Sua névoa é uma arma muito poderosa e queremos ela para podermos utilizá-la em nosso favor.
  Os três amigos ficam espantados.
- Como sabe o nome dele? Perguntou Rogério nem com as pernas se debatendo.
- Já vínhamos monitorando ele a muito tempo. Essas matas, contém muitos mistérios! Respondeu o general Sérgio Tatu com ar de calma enquanto seus soldados cercavam a área.
- Eu lamentar, mas a névoa ir embora com os índios. Respondeu Marco mosca.
- Não tente me enganar! Sei bem que você é bastante esperto! Advertiu o general já mudando o Tom de voz.
- Amigos, temos que correr agora! Ordenou Marco Mosca.
  Imediatamente, começam a correr.
  O general Sérgio Tatu percebe a manobra de Marco Mosca e ordena:
- Solados, capturem os rebeldes! E vocês duas, resolvam isso. Completou o general se referindo as oficiais Akatia47 e Márcia Bibi que imediatamente correm na direção de Marco mosca.
- Sir Willian Selvagem e Rogério nem, atenção para o assobio! Alertou Marco mosca.
- Que assobio o meu? Perguntou Rogério nem já chorando.
  Quando ele assobiar, deite-se no chão. Alertou Sir Willian Selvagem.
  Marco mosca assobia. Os três deitam no chão. Os soldados cercam eles e informam o general.
  De repente, as folhas das árvores começam a fazer barulho.
  Um dos soldados percebe a movimentação.
  Macacos! Muitos macacos começam a aparecer e atacar os soldados.
  Tiros para todos os lados. Gritaria! Pânico! Os soldados correm e os três amigos ficam sozinhos.
- Caramba cara! Os macacos te amam! Elogiou Rogério nem.
- Eles ser amigos também! Disse Marco Mosca.
  De repente, Marco Mosca leva um chutão nas costas e cai longe.
- Achou mesmo que macacos iriam me impedir de te capturar? Advertiu a oficial Akatia47.
  Sir Willian Selvagem, estava paralisado pois a oficial Márcia Bibi o havia rendido.
  Rogério nem não sabia o que fazer. Parecia um suricato. Olhava para um lado, olhava pro outro.
  Marco Mosca tenta se levantar mas é impedido pelo general Sérgio Tatu que coloca algemas energizadas em suas mãos.
- Você agora é propriedade do governo! Afirmou o general.
  De repente, um barulho estrondoso se faz ouvir por toda selva.
  Um planador enorme surge sobre suas cabeças. Todos ficam espantados.
  Uma porta se abre na parte de baixo. Um soldado salta e aterrissa na frente do general que segurava Marco Mosca pelo braço.
  Ele usa uma armadura verde brilhante que envolve todo seu corpo. Observa o perímetro e fixa o olhar no general Sérgio Tatu que quebra o silêncio.
- Marechal Biel! O que faz aqui? Perguntou o general.
  Nesse momento, parte da armadura verde que protege o rosto do Marechal Biel se recolhe deixando a vista de todos o rosto de um jovem de vinte e cinco anos.
- Olá tio! Vim aqui para desfazer um mau entendido.. Este homem que tem sob custódia, é nosso amigo. Respondeu Marechal Biel com voz tranquila.
- Não se meta em meus assuntos. Advertiu o general Sérgio Tatu.
  Marechal Biel então responde:
- Observe o que está fazendo. Infringe a ele e seus amigos a mão pesada da opressão.
  Analise suas atitudes e verás que tudo isso é desnecessário! Marco mosca é nosso amigo! Finalizou Marechal Biel.
- Vá embora agora e prometo que não falo para seu pai que você tentou me impedir de cumprir minha missão. É a última vez que te aviso. Advertiu o general Sérgio Tatu.
- Akatia47 distraia meu afilhado Marechal Biel enquanto eu e a tropa levamos esses três para o quartel. Ordenou o general Sérgio Tatu.
  Nesse instante, Marechal Biel cobre seu rosto com a armadura ao mesmo tempo em que dá um golpe certeiro na oficial Akatia47 que cai encima de Rogério nem.
  Márcia Bibi corre na direção de Marechal Biel gritando eu sou Bibiiiiiiiiii!!!
  Marechal Biel dá-lhe uma bofetada que a faz voar por entre as árvores.
  Marechal Biel se vira e grita para o general:
- General, você me obriga a tomar atitudes estremas. 
  O general Sérgio Tatu para e observa.
- Índio, pode aparecer. Ordenou Marechal Biel.
  Nesse instante, um índio vem correndo pela mata e para ao lado do Marechal Biel.
- Quem quer um abraço? Perguntou o índio.
  O general Sérgio Tatu leva um susto. Fica visivelmente preocupado e diz:
- Você joga bem Marechal Biel!
  General Sérgio Tatu começa a correr deixando Marco Mosca para trás. Todos começam a correr.
- Índio do abraço, não deixe o general Sérgio Tatu escapar! Ordenou Marechal Biel com voz serena.
  Índio do abraço descruza os braços e começa a correr de braços abertos na direção do general Sérgio Tatu gritando:
- Vem cá me dar um abraço!
  General Sérgio Tatu tropeça e cai de cara no chão. Quando se levanta, percebe que Índio do abraço está bem na sua frente.
  Sem perder tempo, Índio do abraço abraça o general.
- Vem cá general e me dá um abraço bem gostoso!
  General Sérgio Tatu começou a ficar todo mole.
  Índio do abraço não perde tempo e num salto extraordinário, agarra Rogério nem.
- Me dá um abraço gostoooooso!
  Rogério nem ficou todo dengoso!
  Foi um festival de abraços!
- Marechal Biel, você é cruel! Eu to carente! Preciso de um abraço! Choramingou o general Sérgio Tatu.
  Márcia Bibi não se deu por vencida.
  Num golpe rápido, conseguiu se desviar do Índio do abraço e acertar um golpe que o fez desmaiar.
  Marco Mosca consegue se livrar das algemas energizadas e num pular de árvores, fica frente a frente com Akatia47.
  Akatia47 não se intimida e lança um direto nas fusas de Marco Mosca que cai como uma banana.
  Marechal Biel revestido de sua armadura reage. Pega uma tora de madeira e num golpe certeiro, acerta as duas oficinas que vão parar na mata.
- Já basta! Nós não somos inimigos! Lutamos pela mesma causa!  Isso acaba agora! Quando o bem controla nossos corações, somos invencíveis!
- Recuar! Recuar. Ordenou o general Sérgio Tatu.
- Só porque estou meigo e carente, isso não vai me impedir de completar minha missão. Essa, você venceu!
  Marechal Biel observa a retirada do general Sérgio Tatu em silêncio. Depois de longa pausa, se dirige a Marco mosca e diz:
- Vim até você não para captura-lo, mas para pedir que se una ao meu exército para juntos combatermos um inimigo em comum que surgiu já faz algum tempo. A Terra está em perigo e somente unidos poderemos evitar a destruição da civilização.
  Marco mosca pensa! Longos minutos se passam.
- Eu vou! Mas eles vão comigo. Advertiu nosso herói se referindo a Sir Willian Selvagem e Rogério nem.
- Com certeza! Afirmou Marechal Biel enquanto apertava a mão de Marco mosca.
Sir Willian Selvagem e Rogério nem se aproximam de Marechal Biel e Marco mosca e juntos se dão as mãos e pronunciam:
- Protegeremos a humanidade, a liberdade e a democracia!
  Nesse instante, Índio do abraço aparece e dá um grande abraço em todos!
- Quem quer um abraço?
O planador chega e todos embarcam para uma nova aventura.

Marco Mosca voltará!