sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ano 4, Ed. 13, Novembro de 2010.

Churrasco Fatal.

   Tudo começa em um churrasco entre amigos.
   Cabeça de Panela, Elias Elinguá, Lupariu e Antony Gê, comemoravam mais uma vitória sobre seus inimigos mortais.
   De repente, entra pelo corredor, Cárol Ninja, todo de branco com uma capa branca e duas espadas nas costas.
   Por onde passava, tudo em sua volta saía do lugar, como se uma ventania muito forte passa-se naquele momento.
   Logo atrás dela, saindo uma de trás da outra, vinham Ju Boca de Guitarra, Márcia Esponja e Ana Fura Cão (famosa cientista).
   Cabeça de Panela, estava saboreando um bom pedaço de coxa de javali quando as quatro entraram no corredor.
   Imediatamente, Lupariu, Antony Gê e Elias Elinguá se levantaram. Cabeça de Panela no entanto, continuou sentado saboreando seu pedaço de javali e bebendo seu latão de cerveja xóca, como se nada tivesse acontecido.
   Elias Elinguá olha para o Cabeça de Panela e pergunta:
- Você vai ficar aí sentado como quem não quer nada?
- Vou. E daí? Não tenho nada com isso. De o seu jeito.
- Você é um  a animal. Afirmou Antony Gê.
   Cabeça de Panela olhou para Antony Gê, olhou para Lupariu, olhou para Elias Elinguá, parou de comer, alisou o bigode, levantou e disse:
- Vou ao banheiro.
   Nesse momento no entanto, Cárol Ninja puxa uma das espadas e com ela em punho diz em alto e bom som.
- Cabeça de Panela. Vou fazer você nunca esquecer desse dia.
- Vou arrancar suas vísceras, seu fígado e rins.
- O que você é? Ni, ni, ninja ou mé, mé medico? Perguntou Antony Gê, visivelmente abalado com o tamanho da espada.
-Cala a boca seu otário. Cárol Ninja não está falando com você. Respondeu Ju Boca de Guitarra, deixando todos apavorados com sua voz fina.
   Cabeça de Panela pára, dá meia volta, passa a mão no bigode , olha fixamente para Cárol Ninja, depois olha para Antony Gê e diz:
- Vai.
- Vai a o, o, o, onde? Perguntou Antony Gê.
- Vai se catar animal. Tô mandando atacar. Respondeu Cabeça de Panela.
- Não vou atacar ni, ni, ninguém. Vo, vo, você é muito grosso!
Se qui, quiser, a, a, ataque vo, vo, você. Replicou Antony Gê.
- Vai então você Elinguá. Ordenou Cabeça.
- Quem , eu? Perguntou Elinguá todo nervoso olhando para os lados como um suricato.
- Vou eu mesmo. Afirmou Cabeça passando a mão no bigode.
   Então, Cabeça de Panela começou a correr na direção de Cárol Ninja, quando de repente, um som estridente começa a fazer com que cabeça seja empurrado de volta. Elinguá, Antôny Gê e Lupariu, são jogados para longe, mais Cabeça de Panela resiste, clava suas unhas enormes no chão e começa a ir na direção do som.
   Cabeça se pergunta de onde vem esse som terrível. Quando consegue se aproximar, descobre que o som vem de Ju Boca de Guitarra e imediatamente, lança com precisão, uma torta de chocolate com abacaxi inteiro na direção dela, que cai como um pato. A torta foi direto na cara dela o que fez com que o som parasse.
   Na entrada do prédio, Ana Fura Cão vendo tudo que acontecia, começou a tremer e fugiu para a lanchonete onde já se encontrava Márcia Esponja e seu amigo fiel , o Latão.
   Cárol Ninja não pensou duas vezes. Desembainhou sua outra espada e correu na Direção de Cabeça de Panela com toda a fúria.
   Mas de repente!
Oh! oh! oh!!!!!! Eis que surge de cima do terraço, ele. Nosso grande herói de guerra que enfrentou javalis ferozes e conseguiu sobreviver.
   Ele mesmo, o Coronel  Sérgio Bruaca, que num só pulo, caiu ajoelhado no meio do corredor, fazendo com que Cabeça de Panela e Carol Ninja parassem.
- Quietos os dois. Ordenou Coronel Sérgio Bruaca.
- Não se mete não em! Exclamou Cabeça de Panela.
- Vou arrancar suas patas seu coronel de meia suja. Afirmou Cárol Ninja.
- Cabeça de Panela, devolva as esfiras que você pegou da caixa. Ordenou Coronel Bruaca.
Elinguá ficou olhando pra todos os lados como um suricato, sem entender nada.
Cabeça de Panela respondeu:
- Ah ! Então tudo isso é por causa dessas esfiras?
   Pode levar. Concluiu jogando as esfiras de volta.
- Dessa vez, passa. Na próxima, não terei misericórdia. Afirmou Cárol Ninja.
   E então, vendo que tudo terminara, todos correram na direção do Coronel Sérgio Bruaca e passando por ele, foram para a mesa continuar a comer o churrasco.
- Vocês não vão me agradecer? Perguntou Coronel Bruaca.
- Ninguém te chamou aqui. Você come muito e vai acabar com nosso churrasco. Afirmou Cabeça de Panela e Elinguá olhando para os lados como um suricato perdido.
Coronel Sérgio Bruaca olhou para eles e disse:
- Tomara que tenham diarréia!
- Na, na, não fala assim na, na, não, Sérginho! Exclamou Antony Gê.

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