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Marechal
Luan
A fascinante aventura de um homem que é salvo por uma armadura que o ajudará a combater a injustiça e defender a paz no mundo.
Essa armadura ajudou a combater a injustiça e proteger os inocentes através dos milênios. Foi programada para esse fim.
Os acontecimentos a seguir se passam em 2067.
Em uma noite de lua cheia, o avião da
Força Aérea sobrevoa a floresta amazônica com destino ao Acre.
De repente, uma pane obriga os
militares a uma aterrissagem na mata.
O avião fica em pedaços.
Milagrosamente, os oito tripulantes, sobrevivem.
Quatro deles, tenente André, tenente
Tito (ambos os pilotos), cabo Aurélio e soldado João em estado grave.
-
Coronel Luan, precisamos levá-los para um hospital. O que faremos?
Perguntou um dos sobreviventes.
- Não há muito que fazer soldado Silva!
Tente concertar o rádio soldado Moura. Sargento Marcos e soldado Silva, venham
comigo. Vamos ver se encontramos um rio ou alguma tribo que possa nos ajudar.
Ordenou o Coronel Luan.
Horas depois, eles encontram uma
cachoeira. Os três comemoram!
- Vamos levar água e trazer os sobreviventes
para cá.
Nesse instante, Coronel Luan se
desequilibra e cai na queda d'água batendo com a cabeça e desaparecendo na
névoa formada pela água.
Os dois militares que o acompanhavam, o
procuram por horas. Mas desistem e voltam para seus companheiros.
Coronel Luan está desacordado na beira
do rio. Ele acorda. Tenta se levantar, mais está muito fraco. A pancada na
cabeça o fez perder muito sangue. Ele começa a se arrastar para fora do rio.
Encontra uma pedra e se encosta.
Ele olha para o céu e observa algo brilhante
passar.
De repente, um líquido brilhante começa
a deslizar da rocha e vai na direção de Coronel Luan.
Ele percebe, mais está tão fraco que
tudo que pode fazer, é observar.
O líquido brilhante se espalha pelo
corpo do coronel. Em questão de segundos, cobre todo seu corpo.
Logo depois, o líquido brilhante começa a
ficar duro e sua coloração fica igual a da pedra.
Coronel Luan permanece inconsciente.
De repente, uma voz em tom grave pergunta.
- Mestre, como se sente?
Coronel Luan se assusta!
- Quem é você?
- Não se assuste! Deus é contigo! Respondeu
a voz.
- Como assim? Não consigo me mexer!
- Seu corpo está inconsciente e permanecerá
assim, até que eu complete a restauração de seus tecidos que foram danificados.
Respondeu a voz.
- Como posso estar falando com você se estou
inconsciente?
- Seu corpo dorme. Sua alma não.
- O que você é? Perguntou o coronel Luan.
- Observe mestre! Compreenderá melhor!
Respondeu a voz.
De repente, as imagens começam a
surgir.
Cenas de batalhas que aconteceram em
heras passadas. Um guerreiro usando uma armadura azul brilhante. Civilizações
perdidas no tempo e na história.
As imagens não deixam dúvidas! Em eras
passadas, ancestrais de coronel Luan sempre foram pessoas de honra e virtude!
Sempre lutaram pela justiça!
- Vejo essas imagens e percebo que são meus
ancestrais. Agora compreendo! Sim, compreendo! Observou coronel Luan.
- Isso mesmo mestre! Respondeu a voz.
O líquido
que o envolve, são nano máquinas. Uma inteligência artificial criada para
obedecer somente a ele. É capaz de identificar sua alma seu DNA e não pode ser
usada por mais ninguém.
Essas nano máquinas são capazes de
modificar as células de determinada matéria e transformá-la em outro objeto. E
do mesmo jeito que constrói, pode desfazer com um simples comando que só pode
ser dado por aquela alma que comanda as nano máquinas. Nesse caso, o coronel
Luan.
-
Em mais alguns minutos, seu corpo já estará pronto. Assim, poderemos
ajudar seus amigos! Disse a voz.
- Tantos nomes me vem a mente! Você tem
algum que goste? Perguntou coronel Luan com pensamento mais tranquilo.
- O senhor tem os nomes. Tenho certeza que
encontrará um nome que lhe satisfaça!
Depois de breve silêncio, coronel Luan
responde.
- Vou te chamar de TJ!
- Muito original mestre! Gostei!
-
Pare de me chamar de mestre. Apenas coronel!
-
Como quiser coronel!
Passadas algumas horas, coronel Luan desperta
e se levanta. O líquido brilhante se transforma em uma armadura azul brilhante.
-
Sinto-me renovado! Vamos salvar nossos amigos. Ordenou coronel Luan
a TJ por pensamento.
Coronel Luan inicia sua caminhada.
-
Preciso encontrar uma tribo indígena que possa me ajudar. Consegue
localizar TJ? Perguntou coronel Luan.
-
Com certeza! Localizei um
grupo que não está muito distante. Veja as coordenadas!
Nesse instante, a localização aparece em seu
campo de visão.
-
Vamos lá. Não estão muito longe.
Duas horas depois, coronel Luan encontra o
grupo indígena.
Os indígenas se assustam quando veem Coronel
Luan e apontam suas lanças para ele.
- Acalmem-se! Pediu coronel Luan enquanto
recolhia seu capacete.
- Irmão Luan? É você? Perguntou a
Missionária Simone enquanto saía de trás de um dos indígenas.
- A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo irmã!
O que faz por aqui? Cumprimentou coronel Luan com felicidade estampada no
rosto.
- Eu é que pergunto. O que o irmão está
fazendo aqui? Respondeu a irmã Simone enquanto a irmã Armantina também aparecia
para cumprimenta-lo.
- Irmã Armantina? Você por aqui? Estão de férias?
Brincou coronel Luan.
- Irmão Luan! Deus é contigo! Respondeu a
irmã Armantina.
- Esse é o nosso amigo Marajó. Lider da
tribo onde estamos evangelizando. Comentou a irmã Simone.
Os dois se cumprimentam.
- Vimos um avião caindo e organizamos uma
equipe de busca. Falou a irmã Simone.
- Eu estava no avião. Todos sobreviveram e
alguns estão em estado grave. Respondeu coronel Luan.
- Vamos indo! Não percamos mais tempo!
Ordenou a irmã Armantina.
Todos concordam.
- Irmão Luan? Que armadura é essa que está
usando? Perguntou irmã Simone.
- É uma história curta, porém longa para o
momento. Mais tarde lhe explicarei tudo. Respondeu coronel Luan com um sorriso
simpático.
- Tudo bem irmão! Como está sua família?
Perguntou irmã Simone enquanto caminhavam.
- Todos bem graças a Deus! Esperando seu
retorno com presentes! Respondeu coronel Luan em tom de brincadeira.
Todos se divertem!
Horas depois, vários guerreiros indígenas
aparecem no local da queda.
Os militares se assustam.
De repente, coronel Luan aparece com sua
armadura azul brilhante com o símbolo da força aérea no peito.
- Caramba! Quem é você? Perguntou um dos
sobreviventes.
- Sou eu sargento Marcos! Respondeu coronel Luan
enquanto seu capacete se recolhia.
- Coronel, o senhor está vivo! Todos comemoram.
- Vamos embora daqui! Nossos amigos indígenas e
nossas irmãs missionárias vão nos levar. Respondeu coronel Luan.
Todos se abraçam e confraternizam.
- Coronel, onde arrumou está armadura?
Está incrível! Perguntou o sargento Marcos.
Coronel Luan olha para ele. Dá um grande
sorriso e responde.
- Não é da sua conta!
Imediatamente, todos começam a rir e coronel
Luan dá um grande abraço no sargento Marcos.
Horas depois, os sobreviventes e os indígenas
finalmente chegam às margens de um rio onde permanecem até a chegada das
equipes de resgate. Elas foram acionadas por coronel Luan com a ajuda de sua
armadura azul que consertou o rádio comunicador.
Momentos depois…
- Veja senhor! Alertou o soldado Silva
apontando na direção dos helicópteros de resgate.
Todos comemoram.
- Como vamos explicar essa sua armadura, senhor?
Perguntou o sargento Marcos com aparente preocupação.
- Manteremos segredo. Tudo tem seu tempo!
Respondeu o coronel.
- Primeiro sairemos daqui! Finalizou coronel Luan,
colocando a mão no ombro do sargento Marcos enquanto sua armadura azul se
recolhia até ficar no formato de um cinto N.A.
Depois de todos serem resgatados, coronel
Luan se despede dos indígenas e das irmãs missionárias que os ajudaram.
- Sempre serei grato pela ajuda!
O líder indígena Marajó então responde.
- Conte sempre com nossa ajuda grande
homem!
Eles se abraçam!
Coronel Luan acena para seus aliados e entra
no helicóptero. E enquanto decola, olha para eles com alegria.
No helicóptero, um dos tripulantes comenta.
- Foi um milagre terem sobrevivido a isso tudo!
- Foi Deus! Ele nos salvou! Respondeu coronel Luan
sorrindo para ele.
Um mês depois...
Após se
recuperarem do acidente e receberem as devidas homenagens, os oito como são
carinhosamente chamados, participam de audiência com o comando da Força Aérea.
Lá, ficam sabendo, segundo informações
preliminares que a causa do acidente, foi provocada por falha mecânica.
Seis meses depois...
Coronel Luan e sua armadura azul trabalham em
um projeto secreto num hangar onde apenas o próprio coronel, sargento Marcos e a
adida militar da Argentina chamada Marjorie tinham acesso. Porém, a tenente
Marjorie pouco ia lá.
Coronel Luan tem acesso a uma tecnologia
incrível!
Com a ajuda de sua armadura, ele constrói uma
aeronave que utiliza uma energia desconhecida para o ser humano.
A aeronave tem a forma de um helicóptero de
guerra. Porém, isso é apenas um disfarce para que não descubram seu verdadeiro
propósito.
A tenente Marjorie acredita que se trata de
um helicóptero. Sargento Marcos sabe da verdade.
Coronel Luan com sua armadura de nano
máquinas consegue modificar a estrutura da célula, transformando qualquer
objeto. Porém, isso exige tempo.
Transformou um helicóptero de resgate antigo,
em uma aeronave incrivelmente rápida e bonita!
- Está incrível! O que você acha TJ? Perguntou
coronel Luan a sua armadura azul brilhante.
- Magnífico coronel! Respondeu TJ.
Coronel Luan põe a mão no queixo e diz.
- Rápido e bonito! Já sei! A partir de agora, o nome
desta aeronave será TJ!
- Vai mesmo dar o nome de um cachorro a aeronave?
Perguntou TJ.
Coronel Luan começa a rir.
- Eu dei esse nome a você.
- É diferente! Ninguém sabe de mim. Todos
verão a aeronave um dia. Respondeu TJ.
Nesse instante, sargento Marcos aparece.
- Bom dia senhor!
- Bom dia sargento! Olhe só como ficou
nosso projeto. Falou coronel Luan com um orgulho estampado no rosto.
- Realmente ficou incrível! Afirmou sargento
Marcos com olhar de admiração.
- Senhor? Há dois homens no escritório que querem
lhe falar. Avisou o sargento.
- De onde são? Perguntou o coronel.
- São do governo federal. Afirmou o sargento.
Coronel Luan ficou pensativo.
Em pensamento, ordenou que TJ, ficasse
alerta.
- Vamos lá ver o que querem. Concluiu
coronel Luan.
Chegando ao escritório, da base aérea,
coronel Luan recebe os dois homens que imediatamente se identificam.
- Bom dia coronel Luan! Sou o agente
Wilson e esse, o agente Júlio. Somos da inteligência do governo.
Coronel Luan observa os dois agentes.
- Por favor, se sentem. Em que posso ajudar?
Perguntou com visível tranquilidade.
- Serei direto! No acidente, o senhor encontrou
algo e o trouxe consigo. Onde está? Perguntou o agente Wilson com semblante
sério e de poucos amigos.
- Que algo é esse? Perguntou o coronel Luan, dando
um pequeno sorriso típico de quem não se abala com cara feia.
- Uma armadura azul que aparentemente, faz coisas
incríveis. Respondeu o agente Júlio em tom mais sereno em comparação ao seu
companheiro.
Coronel Luan, sorridente, fica em silêncio.
- Ouça bem coronel. Sabemos que está de
posse desta armadura. Se ela ajudou a salvar sua equipe, pode muito bem ser
útil à nação. Advertiu o agente Wilson em tom severo.
Coronel Luan analisa a situação. Mantém o
silêncio por instantes e depois de fazer uma varredura visual nos dois agentes,
responde.
- Acho que quem lhe contou essa história,
deve ter tido alucinações! Esse tipo de coisa acontece quando se está em um
local onde você fica sem esperança de sobrevivência. Supondo que foi um
sobrevivente que lhe contou isso.
O agente Júlio dá uma risada.
Porém, o agente Wilson permanece sério.
- O senhor tem 24 horas para entregar a
armadura. Alertou o agente Wilson, enquanto se levantava para ir embora.
O agente Júlio faz o mesmo.
Coronel Luan permanece sentado e tranquilo.
No
corredor do prédio, o agente Júlio comenta.
- Eu o achei legal!
- Você acha todo mundo legal! Respondeu o agente
Wilson com olhar sério e frio.
Coronel Luan, volta para o hangar com sargento
Marcos.
- O que achou deles senhor? Perguntou o sargento
Marcos, aparentando tranquilidade.
- O agente Wilson é um limão! Respondeu coronel
Luan com sarcasmo.
- TJ? Faça uma varredura no perímetro e veja se há
algum monitoramento. Ordenou coronel Luan em pensamento.
- Está tudo em ordem! Respondeu TJ.
Coronel Luan então fala com sargento Marcos.
- Alguém contou aos agentes sobre a armadura.
- Não fui eu coronel! Afirmou sargento Marcos.
Coronel Luan fica pensativo. Os únicos que
viram a armadura azul além dos indígenas e sargento Marcos, foram os soldados
Silva e Moura.
- Marcos? Procure os soldados Silva e Moura e
pergunte sobre isso.
- Sim senhor! Respondeu sargento Marcos, que
imediatamente, foi à procura deles.
Coronel Luan resolve ir para casa.
No caminho enquanto dirige, TJ o alerta.
- Coronel? Dois carros estão nos seguindo.
- É! Imaginei que isso iria acontecer. Comentou o
coronel.
Chegando em casa, coronel Luan percebe os
dois veículos estacionando.
Em um deles, o agente Wilson sai e acena para
ele.
Coronel Luan retribuiu o aceno.
Já dentro de casa, coronel Luan recebe a
ligação de sargento Marcos.
- Coronel? Falei com o soldado Silva. Ele jurou
que a ninguém contou essa história.
- Vou tentar localizar o soldado Moura e lhe
retorno a ligação. Concluiu sargento Marcos.
- Ok! Estou em casa. Pode ligar a qualquer hora.
Respondeu coronel Luan.
- TJ? Qual a situação?
- No momento, os agentes estão se autodestruindo
com produtos tóxicos em seus pulmões, muita gordura em seus estômagos e também
estão tentando entender porque não conseguiram interceptar a ligação que acabou
de receber. Respondeu TJ.
Coronel Luan sorri.
Nesse instante, os agentes tentam entender
porque não conseguiram ouvir a conversa.
-
Não entendo Wilson, a chamada foi interceptada, mais nada foi
ouvido e gravado. Reclamou o agente Júlio, enquanto verificava o equipamento.
Agente Wilson continuou fumando e olhando
para a casa de coronel Luan.
-
Com certeza, ele deve ter algum tipo de bloqueador. Afirmou o
agente Wilson.
A noite chega!
Coronel Luan se prepara para dormir.
Toma um banho, se seca, escova os dentes, se
ajoelha para orar e depois se deita.
Pega a Bíblia que é seu livro de cabeceira e
começa a ler o salmo 23.
Lá pelas duas horas da manhã, o telefone
toca.
Antes de atender, pede a TJ, em pensamento.
-
TJ?
-
Sim coronel!
-
Continue mantendo a interferência.
-
Sim! Fique tranquilo! Pode atender coronel! Respondeu TJ.
Coronel Luan pega o telefone. Vê que é o
sargento Marcos e atende.
-
Sim Marcos, quais as notícias?
-
Falei com o soldado Moura. Ele me disse que quando foi visitar o
cabo Aurélio no hospital, comentou o que tinha ocorrido na selva. Ele disse que
foi sem querer e que o cabo Aurélio tinha prometido não contar a ninguém.
Detalhou sargento Marcos.
-
Cabo Aurélio nunca foi um homem confiável! Poderei alegar que ele
estava delirando e não sabia o que falava. Ponderou coronel Luan.
-
Porém, o que me intriga muito é os agentes do governo estarem
interessados nesta história. Concluiu coronel Luan enquanto olhava os agentes
pela janela.
-
Com certeza deve ter sido aquele palhaço do cabo Aurélio que deve
ter chamado eles. Afirmou sargento Marcos com indignação.
-
Amanhã pela manhã irei até ele para descobrir a verdade. Concluiu
sargento Marcos.
-
Falamos-nos pela manhã! Vá descansar! Ordenou coronel Luan.
-
Boa noite senhor! Despediu-se, sargento Marcos.
Coronel Luan permanece olhando pela janela.
-
Sinto que muitas coisas vão mudar em minha vida, TJ! Comentou em
pensamento.
-
Sua vida mudou no dia do acidente! Respondeu TJ.
Enquanto isso na rua, os agentes que ficaram
de plantão, ligam para o agente Wilson.
-
Senhor? Ele recebeu outra ligação. Não conseguimos gravar nada.
Somente que a origem é do aparelho do sargento Marcos.
-
Ok! Agente Pedro. Mantenha contato. Respondeu o agente Wilson.
Depois de desligar, o agente Wilson pega um
cigarro. Levanta de sua cama e vai até a janela de seu quarto.
-
Se acha esperto coronel? Vamos ver até onde vai sua esperteza!
Falou em pensamento o agente Wilson.
Amanheceu!
Coronel Luan se levanta.
Prepara seu café da manhã.
Enquanto saboreia seu café com leite, pensa
em tudo que aconteceu e toma uma atitude.
Pega o telefone e liga para o sargento
Marcos.
-
Bom dia Marcos!
-
Bom dia coronel!
-
Resolvi ir visitar uns parentes em Duque de Caxias. Por esse
motivo, vou para a base aérea à tarde. Avisou coronel Luan.
-
Tudo bem senhor! O senhor é o chefe! Assim que achar o cabo Aurélio
e conseguir algumas respostas, te ligo. Respondeu sargento Marcos com voz
brincalhona.
-
Vou dar um chá de canseira nesses agentes. Vou de trem! Comentou
coronel Luan com sarcasmo.
-
Os agentes o estão vigiando? Perguntou sargento Marcos com voz
assustada.
-
Não se preocupe Marcos! Tudo está bem quando temos Deus e Nosso
Senhor Jesus Cristo ao nosso lado! Afirmou coronel Luan.
-
Tem razão! Falamos-nos mais tarde! Tome cuidado! Se precisar, ligue
que irei com todo o esquadrão para onde estiver! Afirmou sargento Marcos em tom
de brincadeira.
Coronel Luan dá uma grande gargalhada e
responde.
-
Até mais amigo!
Imediatamente, coronel Luan alerta TJ.
-
TJ?
-
Sim! Respondeu.
-
Vou a Duque de Caxias visitar um parente. Você fica aqui. Não quero
que descubram sobre você! Quanto mais eu puder evitar, melhor será!
-
Como quiser! Respondeu TJ.
Tempos depois em outra parte da cidade,
sargento Marcos encontra o cabo Aurélio.
-
Cabo Aurélio? Como você está? Perguntou o sargento Marcos enquanto
se aproximava.
Cabo Aurélio estava na calçada lavando um
carro com som alto. Ele para de lavar o carro e com um olhar sério o
cumprimenta.
-
Bom dia sargento!
E enquanto voltava a lavar o carro, pergunta.
-
A que devo a visita?
Observando que cabo Aurélio lavava com
carinho um carro que obviamente não teria renda para comprar, foi direto ao
assunto.
-
Soldado Moura me disse que contou a você o que se passou na
floresta.
-
Quero saber se contou para alguém sobre isso?
Cabo Aurélio para de lavar o carro. Vai na
direção do sargento Marcos. Olha bem fixo e sério.
-
Eu não disse nada a ninguém! Se o senhor vai acreditar ou não, não
é problema para mim. Finalizou o cabo Aurélio de braços cruzados esperando a
reação do sargento Marcos que era fisicamente inferior.
-
Cuide-se! Respondeu sargento Marcos enquanto recuava na direção de
seu carro.
-
Estou me cuidando! Replicou cabo Aurélio com um sorriso no rosto
apontando para o carro ao mesmo tempo.
Enquanto isso...
Coronel Luan em trajes civil viaja no trem
com destino a Duque de Caxias.
Junto com ele, o agente Pedro que tentando
não ser visto, divertia coronel Luan que olhava de repente para que o agente
Pedro se escondesse.
De repente, coronel Luan ouve alguém falando
alto do outro lado do vagão.
Era um pai que pedia ajuda para poder comprar
remédios para seu filho que estava junto com ele. O menino era especial. Uns
dez anos e estava em uma cadeira de rodas.
Seu pai gritava que perdera o emprego e que
sua esposa não ganhava o suficiente para pagar os remédios que o pequeno Ivan
precisava tomar.
Era assim que o pai o chamava.
Todos ficaram sensibilizados! Contribuíam com
notas e moedas.
Finalmente, ele passa pelo coronel Luan que
lhe dá uma quantia em dinheiro enquanto via o pobre pai chorando em desespero.
Coronel Luan fica pensativo. Vê o pai e o
pequeno Ivan irem na direção do outro vagão.
Momentos depois...
Coronel Luan chega a Duque de Caxias.
Ao desembarcar, vê o pequeno Ivan e seu pai
desembarcarem ao longe. Coronel Luan continua seu caminho pensativo, seguido de
perto pelo agente Pedro.
Já no lado de fora, na praça, coronel Luan
para de repente e volta na direção do agente Pedro que fica confuso.
-
Qual o seu nome? Perguntou coronel Luan com voz firme.
-
Agente Pedro, senhor. Respondeu confuso.
-
Você vai comigo ou vai embora? Já que descobri que me segue, acho
que devemos resolver isso. Correto? Falou coronel Luan com um sorriso no rosto.
Quando o agente Pedro ia responder, um grito
chamou a atenção de todos.
Ambos olham para o outro lado da praça e veem
duas pessoas batendo no pai do pequeno Ivan jogando-o no chão. Em seguida,
pegam o menino e o colocam dentro de uma van.
Coronel Luan e o agente Pedro juntamente com
policiais que estavam ali perto, correm na direção da Van. A van sai em disparada. Coronel Luan consegue
correr o suficiente para agarrar na van.
O motorista percebe e começa a bater nos
carros a frente. A polícia militar e civil está atrás.
Coronel Luan não consegue se segurar e cai.
A perseguição contínua.
Agente Pedro chega e ajuda coronel Luan a se
levantar.
Passados alguns momentos, os policiais
conversam com coronel Luan e o agente Pedro.
O pai da criança estava em estado de choque e
foi levado ao hospital.
Quanto a van, a polícia não conseguiu
alcançar.
-
O alerta foi dado! Afirmou o delegado Lobato.
-
Coronel Luan, Vamos fazer o que for possível! Esse tipo de
ocorrência tem sido constante. Logo teremos algum resultado. Esclareceu o
delegado Lobato.
-
Sinceramente, espero que sim! Foi tudo muito rápido! Respondeu o
coronel Luan.
-
Não se preocupe! O manteremos informado. Respondeu o delegado
Lobato.
Todos se cumprimentam.
-
Até breve delegado!
Nesse instante, coronel Luan e o agente Pedro
se retiram.
Delegado Lobato olha para seu assistente e
diz.
-
Mais um!
O assistente fica calado.
Mais a diante, coronel Luan fica pensativo.
-
Se TJ estivesse aqui comigo, a história seria outra!
-
Coronel? O agente Wilson pede meu retorno. Tenho que ir! Explicou o
agente Pedro, batendo com a mão no ombro de coronel Luan.
Coronel Luan continua pensativo! Tenta
entender tudo que aconteceu. Não consegue esquecer-se do pequeno Ivan.
Decide então, não mais visitar seus parentes
e volta para casa.
Ao chegar, explica tudo o que aconteceu para
TJ.
De repente, o telefone toca.
Era o sargento Marcos.
-
O que houve? Por que não atende o celular? Estava preocupado!
-
Me desculpe! Estava distraído. Respondeu Coronel Luan.
Sargento
Marcos conta tudo o que ocorrera ao encontrar o cabo Aurélio.
Coronel Luan também relata tudo o que
aconteceu em Duque de Caxias.
No dia seguinte, coronel Luan volta a Duque
de Caxias desta vez fardado e com TJ.
Após estacionar o carro no pátio da
delegacia, coronel Luan em pensamento passa instruções a TJ.
-
Quando estivermos com o delegado, analise seu comportamento para
sabermos se ele possui informações que possam nos ajudar a encontrar o pequeno
Ivan.
Nesse instante, coronel Luan já fora do
carro, vê um tumulto do lado de fora da entrada da delegacia.
-
TJ? O que você está vendo?
Nesse instante, parte da armadura que está
recolhida na cintura de coronel Luan se solta e se transforma em um pequeno
drone que começa a observar o tumulto.
-
Pelo que vejo e ouço, são muitos repórteres e a senhora que chora
muito, é a mãe do pequeno Ivan. Ela se chama Sofia. Analisou TJ.
Coronel Luan continua observando o desespero
daquela mãe.
Passado o tumulto, coronel Luan se dirige a
delegacia para falar com o delegado Lobato.
O delegado o atende.
-
Então coronel Luan, em que posso ajudar?
Coronel Luan responde.
-
Pelo que vi ainda a pouco, com certeza não localizaram a criança.
-
É! Não mesmo! Respondeu o delegado com ar de pouco caso.
-
Bem coronel, se foi para isso que veio aqui? Eu disse que avisaria
se tivesse novidades. Concluiu o delegado enquanto passava uma pasta para seu
assistente Lucas.
Demonstrando preocupação, coronel Luan
pergunta.
-
O senhor está levando isso a sério? É uma criança!
Delegado Lobato se vira para o coronel e
furioso responde.
-
Não estou fazendo pouco caso. Acha que só tenho isso para fazer? É
mais uma criança que some. Por que não usa seus aviões para procurar a criança?
O carro é roubado e sem rastreador. Não tenho a menor pista de onde a criança
está. Concluiu.
Coronel Luan permanece calado e observando o
delegado.
-
Então coronel? Vai ficar aí parado me observando? Tenho muito que fazer! Perguntou o delegado
com ar de deboche enquanto colocava os pés na mesa.
-
Amanhã eu volto para saber notícias. Respondeu coronel Luan
enquanto saía.
Vocês ficam desfilando por aí como se fossem os heróis da nação! Só ficam passeando de avião prá todo lado e
acham quê podem chegar aqui e dar ordens. Belo engano coronel! Você não é o
capitão herói! Aqui não tem almofadinha como o senhor! Aqui somos policiais!
Desabafa o delegado calmamente.
Coronel Luan vai embora.
Enquanto se dirige ao carro, coronel Luan
conversa com TJ.
-
O que descobriu TJ?
-
Pelas atitudes dele, analisei que esconde alguma informação. E
também que o estava visivelmente provocando. Fazendo pouco caso de sua
preocupação. Concluiu TJ.
Coronel Luan da um sorriso e diz enquanto
entra no carro.
-
Amanhã, iremos descobrir mais coisas!
Na delegacia, o delegado Lobato com os pés na
mesa, fala com o assistente Lucas.
-
Esse coronel acha que pode vir aqui e me dar ordens. Pensa que é
meu chefe.
Lucas o assistente, analisa a situação.
-
Não sei não! Acho que devia ter tratado ele com respeito. Do jeito
que o tratou, ele vai sempre se lembrar de você. E isso significa que vai vê-lo
mais vezes.
Delegado Lobato fica olhando com preocupação.
À tarde, já na base aérea, coronel Luan
trabalha em sua aeronave. Mas não consegue parar de pensar no que aconteceu no
dia anterior e na discussão de hoje com o delegado.
De repente, sargento Marcos aparece.
-
Coronel!
-
Sargento!
-
Mais que história essa de ontem coronel! Falou sargento Marcos
enquanto se sentava.
-
Inacreditável sargento! TJ analisou o delegado e acho que ele está
escondendo alguma coisa ou não está dando a devida importância. Analisou
coronel Luan.
Sargento Marcos então pergunta.
-
O que vamos fazer a respeito, coronel? E tem ainda os agentes do
governo.
-
Deixe os agentes para depois. O que me preocupa nesse momento, é o
menino que está sumido. Respondeu coronel Luan.
Nesse momento, entra no hangar a tenente
Marjorie.
-
Coronel! Sargento! Como vão? Cumprimentou a tenente já sentando e
comendo o lanche na mesa.
Coronel Luan olha para ela e pergunta.
-
Você sabe o que aconteceu ontem?
-
Não tenho a mínima ideia. Respondeu com sotaque típico.
Coronel Luan então começa a narrar tudo o que
aconteceu no dia anterior.
-
Meu Deus! Coronel? O que vamos fazer? Há algo que possamos fazer?
Desesperou-se a oficial Marjorie.
Coronel Luan então a tranquiliza.
-
Calma tenente! Eu tenho uma ideia em mente. E você poderá me
ajudar!
Sargento Marcos intervém com olhar assustado.
-
O que tem em mente, coronel?
Coronel Luan sorri e diz.
-
Marjorie irá amanhã pela manhã à delegacia falar com o delegado em
meu nome, cobrar informações.
-
Só isso coronel? Perguntou o sargento Marcos com ar de curioso.
-
Não amigo! Não é só isso! Respondeu coronel Luan com ar de
mistério.
No dia seguinte, a tenente Marjorie sai de
casa fardada e vai direto para a delegacia fazer o que coronel Luan havia dito
no dia anterior.
-
O que será que coronel Luan vai fazer? Pensou ela com curiosidade.
Ao chegar, a tenente Marjorie estaciona seu
carro e se dirige a delegacia. Ao entrar, se apresenta.
-
Represento o coronel Luan da força aérea e gostaria de falar com o
delegado Lobato.
A atendente faz uma ligação e de imediato
avisa.
-
A senhora já pode subir. Delegado Lobato está no quarto andar.
-
Obrigado! Agradece a tenente Marjorie com um sorriso simpático e
sotaque perfeito.
Tenente Marjorie entra no elevador.
Ao parar no quarto andar, o assistente do
delegado já a aguardava.
-
Tenente Marjorie?
-
Sim! Ela confirma.
-
Acompanhe-me!
O
assistente Lucas a leva até o delegado Lobato que se levanta e a cumprimenta
com ar sério.
-
Bom dia!
-
Bom dia delegado!
Nesse instante, sem que a tenente Marjorie
soubesse, coronel Luan já estava a caminho.
Coronel Luan chega de helicóptero no
prédio da delegacia que tem seis andares, fachada de vidro, um grande jardim na
frente e um estacionamento ao lado.
O helicóptero paira na frente do quarto
andar da delegacia. As janelas estão com as cortinas fechadas, pois o sol
ilumina toda a frente do prédio da delegacia.
Coronel Luan aciona o dispositivo de escuta
apurada para só ouvir a conversa na sala do delegado.
As pessoas na rua ficam assustadas.
Na sala do delegado sem saber o que
acontece do lado de fora, a oficial Marjorie conversa com o delegado.
-
Só quero saber se já tem notícias da criança? Pergunta a oficial
Marjorie.
-
Já falei para aquele coronel chato e repito para você. Quando souber de
algo, avisarei. Deu para entender? Agora vá embora! Finalizou o delegado Lobato.
A pesar da estupidez do delegado, a
oficial Marjorie mantém sua postura serena,
agradece e vai embora.
O delegado Lobato põe os pés na mesa e
comenta com seu assistente.
-
Esse coronel deveria ir cuidar da vida dele. Essa criança já tem destino
certo. Só precisamos enrolar até essa história cair no esquecimento! Concluiu o
delegado.
Coronel Luan leva um tremendo susto quando
ouve a declaração do delegado Lobato.
Nesse instante, entra na sala um
policial apavorado gritando.
-
Delegado, olhe pela janela.
O delegado Lobato e o assistente
Lucas se levantam. O delegado abre a
cortina e arregala os olhos.
Nesse mesmo instante, a oficial
Marjorie está saindo do prédio, vê o alvoroço das pessoas, olha para cima e
leva um tremendo susto.
Na sala do delegado, ele, seu
assistente e o policial observam pela janela um enorme helicóptero de guerra da
Força Aérea pairando bem na frente deles com o sol por trás ofuscando suas
visões.
Coronel Luan já com sua armadura e olhando
fixamente para o delegado, analisa a situação.
-
Esse animal está por trás do sequestro da criança.
TJ adverte coronel Luan.
-
A situação é grave e sua ira é muito grande. Tente manter a calma e
analisar melhor a situação para podermos agir.
Coronel Luan então responde.
-
Escaneie toda sala e dispare toda munição até não sobrar nada
inteiro. Mantenha todos vivos e não abale a estrutura do prédio.
Nesse instante, TJ começa a disparar na
direção do escritório do delegado.
O delegado, seu assistente e o policial que
foi dar o alerta, tentam fugir, mas os tiros são tantos que o melhor que podem
fazer é se protegerem. Afinal, pensam que vão morrer tamanha é a quantidade de
tiros.
As pessoas na rua ficam abismadas. Umas ficam
olhando enquanto outras correm de medo e susto.
A oficial Marjorie fica parada não
acreditando no que vê.
TJ está pulverizando o escritório do delegado
Lobato.
Nada escapa aos disparos de água pressurizada
que solidificadas através da nano tecnologia de TJ se desfazem depois de
atingido o alvo.
Coronel Luan manda parar.
Dá outra ordem e de imediato, a nave sobe, e
se distância como se fosse ir embora.
Ela volta na direção do sexto andar e coronel
Luan com sua armadura azul, salta da nave indo em direção do quarto andar e
entra dando uma cambalhota por cima do vidro estilhaçado das janelas.
Lá embaixo, o alvoroço.
Carros de polícia chegando. Muitos policiais
se preparando para uma batalha.
A oficial Marjorie fica parada observando.
Lá encima no quarto andar, coronel Luan vai
na direção do delegado Lobato.
Seu assistente Lucas se levanta com a arma em
punho e começa a disparar na direção do coronel Luan.
Os projéteis batem em sua armadura azul e
caem no chão.
Coronel Luan olha para ele e aponta lhe o
dedo sinalizando para que não dispare mais.
O outro policial corre e some no meio de toda
a sala destruída.
Coronel Luan vai na direção do delegado.
Tira a mesa que o escondia com a mão direita
e com a mão esquerda, pega no pescoço do delegado e o levanta no alto.
Delegado Lobato começa a se espernear e com
dificuldade pergunta.
-
Quem é você?
Coronel Luan responde com outra pergunta
enquanto aperta mais o pescoço do delegado.
-
Onde está a criança?
Nesse instante, o assistente Lucas desferi um
golpe com um cassetete nas costas do coronel Luan.
Coronel Luan vira para ele com o delegado
ainda em sua mão e diz.
-
Eu mandei você parar!
E com o braço direito dá-lhe um golpe que o
faz ir parar longe e desacordado.
Coronel Luan volta a repetir a pergunta com
voz mais grave ao mesmo tempo em que aperta mais o pescoço do delegado Lobato.
-
Onde está a criança?
O delegado responde.
-
Não sei do que está falando!
Coronel Luan transmite a conversa que o
delegado falava minutos antes.
-
Se eu disser, me matam. Respondeu o delegado.
Coronel Luan faz demorado silêncio e pergunta
pausadamente apertando mais ainda o pescoço do delegado.
-
Onde está a criança?
-
Solte-me e direi, por favor! Implorou o delegado.
Coronel Luan o solta e fica olhando fixo para
ele.
Delegado começa a desconversar.
-
Quem vai garantir minha vida?
Coronel Luan volta a pegar o delegado pelo
pescoço.
-
Acha que estou brincando?
-
Acha mesmo que estou brincando?
Nesse instante, delegado Lobato resolve dizer
o paradeiro da criança.
-
Ele está na cidade tal, bairro tal, rua tal, número tal.
TJ diz ao coronel.
-
Aparentemente fala a verdade.
-
Coronel Luan ainda com o delegado em sua mão, o arremessa na
direção do chão e adverte o.
-
Se estiver mentindo, vou caçar você e não haverá lugar onde lixo
como você possa se esconder.
Nesse instante, coronel Luan vai na direção
da porta que ainda está de pé.
Dá uma parada, olha para o delegado que tenta
se manter sentado e diz.
-
Vou sair pela porta porque tenho educação! Ao contrário do que
pensa, não sou um almofadinha e também, não sou um capitão herói!
Nesse instante, enquanto coronel Luan vai
embora, o delegado olha na direção dele e lembra que havia dito isso para o
coronel Luan.
Imediatamente, percebe que o homem de armadura
azul é o coronel Luan.
Do lado de fora da delegacia, a nave sob o
controle de TJ, se mantém perto do chão, fazendo com que todos fiquem longe.
Coronel Luan sai da delegacia.
A oficial Marjorie continua parada agora
perto de seu carro de braços cruzados.
Coronel Luan se aproxima. Tenente Marjorie
descruza os braços assustada. Coronel Luan recolhe seu capacete e fica olhando
para ela.
Tenente Marjorie leva um susto quando percebe
que é o coronel Luan. Ela sabia que o helicóptero era o mesmo em que ajudava no
hangar, mas não passava em sua mente que seria o coronel Luan que estava
naquela armadura azul.
-
Ficou maluco? Esse era seu plano? Perguntou a oficial Marjorie
assustada.
-
Já sei onde está a criança. Vou agora resgata-la. Respondeu o
coronel Luan.
-
De onde surgiu essa armadura azul? Perguntou a tenente Marjorie
muito irritada.
-
Não vou lhe responder! Respondeu coronel Luan enquanto recolocava
seu capacete.
-
Boa sorte! Desejou a oficial Marjorie.
Enquanto coronel Luan chamava TJ para o vir
buscar, um morador de rua com um quepe da força aérea se aproxima e o chama.
-
Ei? Você!
Coronel Luan e a oficial Marjorie lhe dão
atenção.
-
O que posso fazer por você? Perguntou o coronel.
-
Tu és um homem justo! Respondeu o morador de rua enquanto puxava
uma espada azul de brinquedo e a apontava na direção do coronel Luan.
Os dois olham um para o outro. Coronel Luan
recolhe seu capacete e diz.
-
Continue!
O morador de rua então diz.
-
Ajoelhe se!
Coronel Luan se ajoelha e baixa a cabeça.
O morador de rua continua. Toca a espada no
ombro direito e depois no esquerdo e ao mesmo tempo, declara.
-
A partir de hoje eu o declaro Sir cavaleiro templário defensor da
justiça e da ordem. De agora em diante será chamado Marechal Luan com a benção
de Deus! Levante-se e vá cumprir sua missão.
Nesse instante, coronel Luan se levanta e diz
apontando o dedo para o morador de rua.
-
Que seja!
Marechal Luan recoloca seu capacete, olha
para a oficial Marjorie que lhe dá um sorriso e sobe em sua nave indo resgatar
o pequeno Ivan.
Tenente Marjorie olha curiosa para o morador
de rua e pergunta.
- Como sabe o nome dele?
- Eu não sabia! Respondeu enquanto se
levantava e ia embora.
Tenente
Marjorie volta a olhar para Marechal Luan.
A
procura do pequeno Ivan...
Marechal Luan chega ao hospital onde o
delegado Lobato afirmou estar o pequeno Ivan.
Ele pousa sua nave em forma de helicóptero.
Muitas pessoas observam e filmam tudo que se
passa com seus celulares. Afinal, não é toda hora que um helicóptero militar
pousa no estacionamento de um hospital.
Esse hospital localiza-se no interior do
estado de São Paulo, divisa com o Paraná.
Cercado de muitas árvores e com poucas
construções ao redor, isso chama a atenção.
-
TJ? Analise as instalações e me mantenha a par de algum movimento
diferente.
-
Sim mestre!
-
Vou entrar lá e ficar o tempo necessário para você descobrir o que
for útil.
Marechal Luan recolhe sua armadura até ficar
do tamanho de um cinto NA enquanto segue na direção do hospital.
Um segurança o aborda.
-
Senhor? Não pode pousar seu helicóptero aqui.
Marechal Luan para e fica olhando para ele.
Sem dizer uma palavra, cruza os braços e continua olhando para o segurança.
O segurança então diz.
-
Promete que não vai demorar?
-
Prometo! Respondeu Marechal Luan dando continuidade em sua
caminhada até a recepção do hospital.
Chegando lá, Marechal Luan cumprimenta o
atendente.
-
Boa tarde jovem!
-
Boa tarde Senhor! Em que posso ajudar?
-
Preciso saber se Ivan Lima foi atendido aqui?
-
Um momento Senhor. Pediu o atendente que verifica o sistema.
TJ sonda todos os sistemas e assume o
controle de tudo.
-
Está feito! Já pode retornar. Avisa TJ a Marechal Luan.
-
Senhor? Não há registros para esse nome. Respondeu o atendente.
-
Tudo bem rapaz! Agradeço!
Ao sair, Marechal Luan era observado de perto
por uma mulher.
Marechal Luan retorna ao helicóptero.
-
Então TJ, o que temos?
-
Pelas câmeras de segurança, um helicóptero pousou aqui ontem.
Desembarcaram uma criança e dois adultos.
-
Analisando a foto do pequeno Ivan, a criança que saiu do
helicóptero é ele.
-
Depois de entrar no hospital, o pequeno Ivan passou por vários
setores e realizou vários exames.
Marechal Luan ouve com atenção as informações
de TJ enquanto observa uma mulher vir na sua direção.
TJ continua…
-
Hoje pela manhã, ele foi levado de volta para o helicóptero,
juntamente com outra criança da mesma idade chamado José. Essa criança tem
registro no hospital por estar realizando exames de rotina. Os mesmos exames
que foram realizados no pequeno Ivan.
-
O menino José tem problemas no coração e precisa de um transplante.
-
Não há registros da saída do helicóptero e não há como localizá-lo
pelo seu rastro, pois já se passou muito tempo para conseguir algo que possamos
seguir. Concluiu TJ.
Marechal Luan fica pensativo e com fisionomia
triste, pois sabe qual o destino do pequeno Ivan.
-
Esses animais vão sacrificar o pequeno Ivan para poder salvar a
outra criança.
-
Chamar de animal é até uma ofensa. São na realidade pessoas
egoístas que se perderam. Desabafa Marechal Luan vendo a mulher se aproximar.
-
Mestre tem toda razão! Infelizmente, pouco ou nada podemos fazer.
Analisou TJ.
Nesse instante, a mulher que observava
Marechal Luan na recepção do hospital bate na porta do helicóptero.
Marechal Luan sai do helicóptero para falar
com a mulher que tem a fisionomia triste.
-
O que posso fazer pela senhora? Perguntou.
A mulher começa a chorar. Marechal Luan fica
preocupado e tenta a acalmar.
-
O que houve?
A mulher em pranto, responde.
-
Eu o observava na recepção e ouvi quando o senhor falou o nome da
criança. Eu vi na TV sobre o sequestro. Vi também o que o senhor fez na
delegacia. Tinha acabado de passar na TV antes do senhor chegar.
-
Por favor, Senhora, acalme se! Pediu Marechal Luan.
A mulher respirou fundo e continuou.
-
Eu sei para onde eles levaram as crianças.
Marechal Luan se assusta.
-
Quem é você?
A mulher volta a chorar e continua.
-
A criança que procura foi Levada junto com meu filho que tem
problema no coração e não tem muito tempo de vida. Não preciso lhe dizer o que
vão fazer.
Nesse
instante, a mulher dá um papel com o local para onde as crianças foram levadas
e continua.
-
O pai dele também foi. Ele ama muito o filho e não vai medir
esforços para salvá-lo.
Marechal Luan manda TJ verificar o endereço e
pergunta a mulher.
-
Por que está fazendo isso?
-
Por que está estragando os planos de seu marido?
A mulher chorando, porém mais calma,
responde.
-
Porque rezo todos os dias para Deus curar meu filho e ontem à noite
quando o menino chegou, Deus falou comigo e perguntou se isso é o que eu
queria. Disse para eu não levar isso adiante.
-
Sei que posso perder meu filho. Mas não poderia viver olhando para
ele e saber que ele só está ali porque outra criança foi sacrificada.
-
Vá e salve o menino! Leve-o de volta a sua mãe que tenho certeza,
sofre pela falta dele. Concluiu a mulher em pranto.
Marechal Luan entra no helicóptero e diz a
mulher.
-
Que bom que você ouviu o Nosso Senhor! Deus ama a todos nós!
Nesse instante, a mulher se afasta e Marechal
Luan parte em direção ao local onde ele enfrentará uma grande batalha.
-
Localizei! Avisa TJ.
-
Pelas imagens de satélite, o local é uma fazenda no interior de São
Paulo perto de Angra dos Reis. É bem afastado da cidade. É uma grande
propriedade rural.
-
Há um helicóptero, um avião e é tudo bem fortificado. Paredes
grossas.
-
Características de que foi feito para resistir a invasões.
Marechal Luan responde.
-
Vamos buscar nosso amigo Ivan!
Marechal Luan e TJ se aproximam da fazenda.
-
Estamos a cinco km da fazenda. Alertou TJ.
-
Inicie a sondagem. Ordenou Marechal Luan enquanto sua armadura azul
o envolve completamente.
TJ começa a varredura.
-
Na fazenda há um castelo muito bem estruturado. Dentro do castelo,
tem uma construção bem fortificada. As portas da entrada são de aço. As paredes
feitas de blocos de pedra. Há também torres de vigia com guardas fortemente
armados. O lugar é imenso. Será difícil passar por aquelas portas de puro aço.
-
Localizei as crianças. São realmente o pequeno Ivan e o José.
Marechal Luan fica feliz por ter achado Ivan.
-
TJ? Avise as autoridades. Passe tudo a respeito. Ordenou Marechal
Luan.
-
Não chegarão tão rápido. Alertou TJ.
Marechal Luan sorri e diz.
-
Quem disse que vamos esperar reforço.
Enquanto isso na base aérea, sargento Marcos
e a oficial Marjorie tentam explicar a situação ao comandante brigadeiro Omar.
-
Eu não sabia que ele faria uma coisa dessas! Defende-se a oficial
Marjorie.
Brigadeiro Omar olha para o sargento Marcos.
-
E você?
-
Eu? Eu também fiquei surpreso. Ele foi muito corajoso! Disse o
sargento Marcos.
Quando o brigadeiro Omar já irritado ia
falar, surge um oficial e o avisa.
-
Senhor?
-
Diga oficial.
-
Localizamos o coronel Luan.
Nesse instante, brigadeiro Omar se levanta e
vai na direção da porta. Antes de sair, ele para e diz aos dois.
-
Estão dispensados!
Nesse instante, brigadeiro Omar sai da sala e
a oficial Marjorie pergunta.
-
Será que Marechal Luan conseguiu encontrar o menino?
-
O que está havendo? Pode me explicar? Perguntou o sargento Marcos
enquanto colocava a mão no queixo.
A oficial Marjorie dá um sorriso e responde.
-
É uma longa história. Eu até te contaria se você tivesse me contado
sobre aquela incrível armadura azul que ele está usando.
Sargento Marcos ficou olhando para ela.
Enquanto isso, brigadeiro Omar chega ao setor
de inteligência.
-
O que temos?
O oficial de comunicação responde.
-
Já sabemos onde está indo.
-
Coronel Luan avisou as autoridades policiais do que está
acontecendo.
Brigadeiro Omar ordena.
-
Pouco me importa o que está acontecendo. Mande dois helicópteros de
guerra para intercepta-lo e tragam aquele helicóptero de volta.
-
Sim senhor!
No outro lado da cidade, na sede da agência
do governo, os agentes Wilson e Júlio também recebem a mensagem que tanto
aguardavam.
-
Júlio? Vamos até o galpão. Ordenou o agente Wilson.
Chegando lá, agente Júlio fica admirado com o
que vê.
-
Que máquina incrível!
O agente Wilson não perde tempo.
-
Esse é a última palavra em tecnologia avançada. Tem todo tipo de
arma que um helicóptero merece.
Agente Júlio fica empolgado.
-
Vamos sair agora?
Agente Wilson olha para ele e diz.
-
Você vai ficar aqui para me manter atualizado. Eu vou atrás do
coronel Luan e pegar aquela armadura que ele disse que não possuía.
Agente Júlio fica chateado.
-
Como achar melhor chefe!
Momentos depois, o agente Wilson decola rumo
ao encontro de Marechal Luan.
Enquanto isso, Marechal Luan e TJ estão a um
km da fazenda.
-
TJ? Acione o sistema silencioso e ligue os propulsores
eletromagnético. Ordenou Marechal Luan.
-
Já estamos no campo de visão deles. Alertou TJ.
Os guardas da guarita começam a atirar.
Muitos tiros, mas nenhum consegue penetrar na fuselagem da nave.
-
TJ, já sabe o que fazer! Ordena Marechal Luan.
TJ então começa a revidar. Tiros perfeitos e
simétricos derrubam torre por torre, fazendo com que os atiradores pulem para
não morrer.
Marechal Luan ordena.
-
Passe perto do portão de aço que eu vou saltar.
-
Não terá força suficiente para derrubar o portão. Alertou TJ.
-
Não se preocupe! Apenas faça o que eu disse. Você sabe que consigo!
Respondeu Marechal Luan.
-
Essa sua ideia é boa! Concordou TJ que se comunicando sempre por
pensamento com Marechal Luan, sabe imediatamente as ideias que lhe vem à mente.
TJ faz o rasante perto das portas de aço
enquanto continua a pulverizar toda a ação hostil contra eles. Claro que sem
matar seus oponentes.
Marechal Luan pula.
Ele vai na direção dos portões.
Aterrissa ao lado dos portões de aço
flexionando as pernas de modo a amortizar a descida rápida, pois mesmo
utilizando uma armadura que o protege de tudo, Marechal Luan é cauteloso para
não perder tempo (pouso de herói).
Feita a descida, Marechal Luan olha para a
porta de aço e num gesto rápido com as mãos, suga a energia que tem no ar e nas
torres de transmissão de energia e as direciona diretamente nos blocos de pedra
que formam a parede. Imediatamente elas explodem.
Caminho livre, Marechal Luan entra.
-
Localize! Ordenou.
TJ abre um mapa na viseira de Marechal
Luan que segue o caminho.
Ele encontra resistência. Muitos tiros que
resvalam em sua armadura.
Marechal Luan não se intimida. Passa por seus
adversários, colocando todos para dormir.
Enfrenta muitos com bravura e determinação.
Finalmente, chega ao local onde está o
pequeno Ivan.
Derruba a porta com o pé. Vê o menino numa
mesa onde uma equipe médica o rodeava.
Marechal Luan vê aquela cena e num desespero,
vai na direção do cirurgião e o joga na direção da parede.
Todos os outros fogem da ira de Marechal Luan
que de imediato, olha para o pequeno Ivan e vê que ele está bem e consciente.
Marechal Luan recolhe seu capacete e o
pequeno Ivan sorri para ele que fica mais calmo e feliz.
-
TJ? Conseguimos! Ele está bem!
-
Boa notícia Senhor! Mas sugiro que saiamos daqui logo, pois há mais
pessoas vindo. Alertou TJ.
Marechal Luan olha em volta e vê o cirurgião
caído perto da parede e percebe que o matou.
-
Ele está vivo?
-
Não! Respondeu TJ.
Imediatamente, Marechal Luan cai de joelhos
ao chão e começa a chorar levando as mãos ao rosto.
-
Perdão Senhor! Perdão porque pequei! Na minha ira eu pequei!
-
Perdão Meu Pai por ter tirado a vida deste homem!
Imediatamente Marechal Luan ouve uma voz que
lhe diz.
-
Aquieta-te! Vai e cumpre tua missão.
Nesse instante, TJ o alerta.
-
Vamos agora!
Marechal Luan se levanta. Sua armadura volta
a envolver sua cabeça. Pega o pequeno Ivan de dez anos no colo e começa a
correr para fora da fortaleza.
No caminho, muitos bandidos aparecem para
enfrentá-lo.
Marechal Luan com Ivan no colo, e já tendo
chegado perto do local por onde entrara se esconde, pois a resistência é
grande.
Os bandidos não desistem e continuam
atirando.
Marechal Luan toma uma decisão.
-
TJ? Vou passar uma parte da armadura para o pequeno Ivan. O
suficiente para cobrir e proteger seu corpo. Eu ficarei com o suficiente para
proteger meu rosto e meu tórax.
-
Você consegue movimentar-se com ele para sairmos daqui?
-
Com certeza! Confirmou TJ.
Nesse instante, parte da armadura se
desprende e começa a cobrir o corpo do pequeno Ivan.
-
Muito bem! Agora vamos! Ordenou Marechal Luan.
De repente, quando Marechal Luan começa a
correr, o pequeno Ivan com a armadura azul, começa a correr na sua frente.
-
O que está fazendo TJ? Perguntou Marechal Luan um pouco confuso.
O pequeno Ivan começa a bater e derrubar
todos os bandidos que aparecem em sua frente.
Golpes certeiros nos joelhos, estômago,
pernas e onde mais possa haver um ponto fraco que os tire de combate.
Ele pega uma barra de ferro e joga na direção
de um painel que aciona as portas de aço que se abrem de imediato.
Confuso, Marechal Luan perguntou outra vez.
-
O que houve TJ? Por que você tomou essa atitude?
-
Não foi minha ação! Foi ele!
-
O pequeno Ivan adotou táticas defensivas que resultou na
neutralização do inimigo.
-
Ele se comunicou comigo e eu o deixei fazer a ação, pois era a
melhor solução. Respondeu TJ.
E enquanto Marechal Luan olhava para o
pequeno Ivan ali em pé com a armadura azul, o pequeno Ivan também o olhava.
Marechal Luan pensava e TJ ouvia e respondia.
-
Ele é deficiente. Não anda, não fala. É dependente para tudo. Como
ele conseguiu fazer isso?
-
Quase certeza de que assiste muita televisão! Ironizou TJ.
Marechal Luan fica olhando para ele.
-
Vamos embora daqui.
Os três saem pela parte do portão de aço,
pois era o único lugar onde não havia destroços. A entrada que Marechal Luan
havia feito na parede de pedra estava com muito entulho.
Já do lado da nave, Marechal Luan pergunta a
TJ enquanto ajuda o pequeno Ivan a entrar no helicóptero.
-
Como estão os pensamentos dele?
-
Muito confuso mestre! Nesse momento, eu controlo os movimentos
dele.
-
Seus pensamentos foram lúcidos no momento em que tudo que ele
queria, era protegê-lo e sair dali. Por esse motivo, eu o deixei agir.
Marechal Luan fica admirado.
-
Deixe-o com a armadura até que esteja em segurança. Por hora, a
proteção que tenho me basta. Afirmou
Marechal Luan enquanto entrava na nave helicóptero.
-
Localize o menino José. O pai dele fugiu com o menino, mas não deve
estar longe. Ele deve saber quem está por trás disso tudo.
-
Vamos embora daqui.
Marechal Luan localiza o carro com o menino
José e o pai.
Para sua nave na frente do carro. Vai até
eles e olha diretamente para o pai.
O pai de José sai do carro e fala com
Marechal Luan.
-
Não tenho vergonha e nem me arrependo de nada. É meu filho e quero
ele vivo. Tenho dinheiro para isso.
Marechal Luan contendo sua fúria, pergunta.
-
Só perguntarei uma vez. Quem é o chefe disso tudo?
O pai
de José vendo que Marechal Luan é capaz de tudo para ter a resposta resolve
responder.
-
Se eu disser, vai me deixar ir?
-
Não vou impedir! Respondeu Marechal Luan.
-
É seu chefe! O ministro da defesa. Respondeu o pai de José.
Marechal Luan fica surpreso. E voltando para
sua nave avisa o pai de José.
-
A polícia está chegando.
A polícia começa a cercar o carro, impedindo
assim a sua fuga.
-
TJ? Passou tudo para as autoridades?
-
Tudo Marechal Luan. Tudo que aconteceu até agora está nas mãos das
autoridades e na internet. Respondeu TJ.
Marechal Luan entra na nave e decola.
-
Vamos levar o pequeno Ivan para casa.
-
Sim! Respondeu TJ.
Marechal Luan e o pequeno Ivan viajam
admirando a paisagem e ouvindo o hino da harpa cristã número 47.
47 -
Rocha Eterna
1
Rocha
eterna, meu Jesus,
Que,
por mim, na amarga cruz,
Foste
morto eu meu lugar,
Morto
para me salvar;
Em
Ti quero me esconder,
Só
Tu podes me valer.
2
Minhas
obras, eu bem sei,
Nada
valem ante a lei;
Se
eu chorasse sem cessar.
Trabalhasse
sem cansar,
Tudo
inútil, tudo em vão!
Só
em Ti há salvação.
3
Nada
trago a Ti, Senhor!
‘Spero
só em Teu amor!
Todo
indigno e imundo sou,
Eis,
sem Ti, perdido estou!
No
Teu sangue, ó Salvador,
Lava
um pobre pecador.
4
Quando
a morte me chamar,
E
ante Ti me apresentar,
Rocha
eterna, meu Jesus,
Que
por mim, na amarga cruz,
Foste
morto em meu lugar,
Quero
em Ti só me abrigar.
Quando a música acaba, TJ soa o alerta.
-
Detectei três aeronaves se aproximando.
-
Marechal Luan? Renda-se ou vou derruba-lo. Avisou o agente Wilson.
-
Agente Wilson, o senhor deve estar a par de tudo que aconteceu?
Perguntou Marechal Luan.
-
Não importa! Vai descer e me entregar a armadura. Advertiu o agente
Wilson.
-
Não vou! Suas armas não são páreo para mim. Alertou Marechal Luan.
Agente Wilson não perde tempo e dispara um
míssil.
Marechal Luan reage.
-
Táticas evasivas TJ. Força total!
O helicóptero acelera, mas o míssil continua
a se aproximar.
-
Corte os motores e vamos voar em velocidade eletromagnética.
Ordenou Marechal Luan que é atendido de imediato por TJ.
O míssil para de seguir a nave de Marechal
Luan e capta o calor de uma churrasqueira em uma festa cheia de crianças.
-
Marechal Luan? O míssil vai atingir aquela festa. Alertou TJ.
Imediatamente, Marechal Luan vai em direção
ao míssil. Religa os motores do helicóptero e consegue atrair o míssil.
Marechal Luan então vai para um local
desabitado onde só há uma estrada.
Agente Wilson acompanha ao longe juntamente
com os dois helicópteros de guerra.
-
Mantenha a armadura no pequeno Ivan. O que sobrou dela em mim, deve
me proteger.
-
Vinte segundos para o impacto. Avisou TJ.
-
Impacto agora! Alertou TJ.
O helicóptero é atingido e parte dele
explode.
Em queda livre, chega ao solo.
Agente Wilson é só alegria! Ele pousa seu
helicóptero. Ao mesmo tempo, um carro com duas pessoas passa e testemunha tudo
que acontece.
Os dois helicópteros de guerra recebem ordens
para voltar.
Agente Wilson sai do helicóptero e vai na
direção dos destroços.
Entre as chamas, o pequeno Ivan com a
armadura azul se levanta enquanto Marechal Luan tenta sem sucesso sair dos
destroços.
Marechal Luan começa a gritar de dor.
Quase todo seu corpo está queimado e
quebrado.
Ele desmaia!
De repente, uma luz branca aparece e envolve
os destroços.
O fogo se apaga.
Agente Wilson testemunha o fato.
As pessoas do carro também.
De repente, um facho de luz branca acerta em
cheio os olhos do agente Wilson que cai gritando.
Nos destroços, o fogo se apaga e a luz branca
pega Marechal Luan nos braços, olha para o pequeno Ivan e fala.
-
Aproxime-se!
Nesse instante enquanto o pequeno Ivan se
aproxima, a luz branca fala.
-
Sua fé te curou!
A armadura azul sai do corpo do pequeno Ivan
e se envolve outra vez em Marechal Luan que já estava regenerado.
O pequeno Ivan continua se aproximando e a
luz branca o abraça.
-
Cuide dele Ivan. Logo ele acordará.
A luz branca deixa Marechal Luan deitado e
vai embora.
Agente Wilson se levanta e continua gritando
sem enxergar nada.
-
Wilson!
-
Quem está falando?
-
Você não mais o perseguirá!
Ande e continue andando até chegar a lugar tal e falar com a pessoa que
estiver sentada na porta. Lá você voltará a enxergar.
-
Como posso desse jeito? Perguntou o agente Wilson.
-
Só vá! Você chegará lá! Respondeu a voz.
Assim o agente Wilson foi e começou a andar.
As pessoas que assistiam a tudo vão até
Marechal Luan e o pequeno Ivan.
Momentos depois, Marechal Luan acorda.
Ele se senta e recolhe seu capacete.
-
Irmão Luan? Sou eu o pastor Hahilton e minha sogra a irmã Tereza.
-
Nós presenciamos tudo. Foi um milagre! Aquela luz branca envolveu
vocês dois.
-
Tu és um homem de Deus! Afirmou a irmã Tereza.
Marechal Luan olha para o pequeno Ivan e diz.
-
Ele é o verdadeiro milagre!
-
Qual o seu nome meu filho? Perguntou o pastor Hahilton.
-
I, Ivan! Respondeu com a dificuldade de quem nunca havia falado.
-
Ele era especial. Não andava, nem falava. Era dependente de tudo.
Informa Marechal Luan enquanto se levanta e estende a mão para cumprimentar o
pastor Hahilton.
-
Bom ver vocês!
Então, eles se cumprimentam e festejam.
-
Preciso que me faça um favor! Pediu Marechal Luan.
-
O que você quiser meu amigo! Respondeu o pastor Hahilton com
alegria.
-
Leve Ivan para sua mãe.
-
Com todo prazer meu amigo! Confirmou o pastor Hahilton.
Nesse instante, motoqueiros se aproximam e
param.
-
Salve amigos! Sou Luiz. Somos motoqueiros adventistas e vimos de
longe a fumaça.
-
Podemos ajudar?
-
A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo amigo! Vocês são os protetores
das crianças, não é mesmo? Perguntou o pastor Hahilton.
-
Sim, somos! Afirmou o motoqueiro Luiz com alegria.
-
Então, vocês podem nos acompanhar enquanto levamos o pequeno Ivan
para casa. Convidou o pastor Hahilton.
-
Será uma honra! Estamos sabendo de tudo! Está na internet.
-
Você vai atrás do ministro? Perguntou o motoqueiro Luiz.
Marechal Luan responde.
-
Sim!
Marechal Luan se despede de todos e diz.
-
Logo estarei lá para te dar um abraço Ivan.
-
Vó vou te esperar! Respondeu o pequeno Ivan sorridente.
-
O que houve com o homem daquele helicóptero? Perguntou o pastor
Hahilton.
-
O destino dele agora é outro. Respondeu Marechal Luan.
Nesse instante, eles partem em direção a
Duque de Caxias.
Marechal Luan vai na direção do helicóptero
do agente Wilson.
-
Então TJ? O que temos? Perguntou Marechal Luan enquanto entra no
helicóptero novo.
TJ começa a assimilar os controles.
-
Tudo em ordem! Respondeu TJ.
-
Direção, Brasília! Ordenou Marechal Luan.
-
Na verdade, o ministro está na base aérea do Rio de janeiro.
Corrigiu TJ.
-
Direção, Rio de janeiro!
Marechal Luan sobrevoa seus amigos e vai a
toda velocidade em direção à base aérea.
Na base aérea, o ministro da defesa da ordens
ao Comandante brigadeiro Omar.
-
Derrubem esse coronel que acha que é herói. Você entendeu?
-
Sim ministro? Respondeu o brigadeiro Omar que dá a ordem
imediatamente.
Quinze helicópteros de combate da força aérea
e do exército vão a caça de Marechal Luan.
-
Identifiquei quinze helicópteros de combate se aproximando. Alertou
TJ.
-
Coronel Luan? Aqui é o capitão Robson líder do esquadrão asas.
Tenho ordens para derruba-lo. Por favor, renda-se!
-
Já prenderam o ministro? Perguntou Marechal Luan.
-
Isso não é problema meu! O meu problema é que se não se render, iremos
derruba-lo!
-
Coronel Luan? Fui seu melhor aluno e tudo que sei foi o senhor que
me ensinou. Sabe que vou derruba-lo. Não me obrigue a isso! Alertou o capitão
Robson.
-
A arrogância é o que ele tem de melhor! Comentou Marechal Luan em
pensamento com TJ.
-
Capitão Robson?
-
Na escuta! Respondeu.
-
Supere-me! Avisou Marechal Luan.
Nesse instante, Marechal Luan aumenta a
velocidade.
Esquadrão asas? Derrube ele! Ordenou o
capitão Robson.
Os helicópteros começam a caçada.
Tiros de metralhadora, mísseis.
Marechal Luan juntamente com TJ consegue se
desviar de todos.
-
Táticas ofensivas agora! Ordenou Marechal Luan.
TJ então mira nos pontos fracos das aeronaves
e começa a atirar com precisão.
A batalha é incrível! Todo o povo que está na
Avenida Presidente Vargas acompanha e filma tudo com seus telefones.
Uma a uma, as aeronaves começam a perder
força e pousam.
-
Dez já pousaram. Faltam cinco. Avisou TJ.
Marechal Luan vai a toda velocidade passando
entre os prédios com uma habilidade impressionante. TJ continua a disparar com
precisão.
-
Falta o capitão Robson que está a sua frente. Avisou TJ.
Marechal Luan não perde tempo. Em uma manobra
incrível, passa as hélices de seu helicóptero por entre as hélices do
helicóptero do capitão Robson.
TJ faz o disparo certeiro e o helicóptero cai
como uma batata em plena Avenida Rio Branco.
-
Gostei da manobra! Elogiou TJ.
-
Gostei do jeito que ele aterrissou! Respondeu Marechal Luan dando
uma risada.
-
Agora, vamos resolver logo isso! Afirmou.
Marechal Luan chega à base aérea que está em
alerta máximo.
Ele pousa o helicóptero e sai indo na direção
do prédio onde está o ministro da defesa.
-
TJ? Interfira em tudo que possa ajudar na fuga dele. Ordenou
Marechal Luan.
TJ então começa a interferir nos sistemas.
Militares armados começam a atirar em
Marechal Luan que não sente nada graças a sua armadura azul.
Então, de imediato, Marechal Luan dá um murro
no chão de concreto provocando uma onda de choque derrubando a todos.
Finalmente, Marechal Luan chega ao corredor
onde está o ministro e o comandante.
Muitos militares estão no corredor para
impedir sua entrada.
-
Saiam da frente! Ele é um criminoso. Alertou Marechal Luan.
De repente, a tenente Marjorie aparece.
-
Coronel Luan, não faça isso! Vai perder a razão e ele vai sair
livre.
Marechal Luan fica pensativo, mas não vai
ceder.
De repente, o sargento Marcos entra no
corredor com a polícia federal e avisa.
-
Marechal Luan, não se preocupe! O presidente deu ordens para
prendê-lo.
Nesse instante, brigadeiro Omar abre a porta
do gabinete e manda os militares baixarem as armas.
-
Baixem as armas e deixem a polícia federal entrar.
Nesse instante, a polícia federal entra no
gabinete juntamente com Marechal Luan.
-
O senhor está preso por ordens do presidente e do ministro do
superior tribunal federal sob a acusação de crimes contra a humanidade.
Comunicou o delegado federal enquanto o algemava e continuava a citar os seus
direitos.
Nesse momento, enquanto levavam o ministro da
defesa chamado Jacinto, Marechal Luan o alerta.
-
Você não é digno de ser chamado de verme! Não pense em sair da
prisão. Você ouviu bem? Advertiu Marechal Luan mais uma vez.
O delegado o leva e na sala ficam Marechal
Luan, a tenente Marjorie e o sargento Marcos.
-
Você conseguiu! Parabenizou a tenente Marjorie.
-
Você é o cara! Elogiou o sargento Marcos.
Todos começam a rir e se abraçam.
Na manhã seguinte, Marechal Luan já estava no
ponto de encontro à espera do pequeno Ivan.
O local é a catedral de Duque de Caxias.
E Marechal Luan estava do lado de fora com o
padre Paulo, a tenente Marjorie, o sargento Marcos, o morador de rua que
consagrou Marechal Luan como cavaleiro, a banda da polícia militar e o coral da
igreja para receber o menino.
Finalmente, o pastor Hahilton, irmã Tereza e
os motoqueiros adventistas chegam com o pequeno Ivan.
A mãe dele e o pai que estavam dentro da
igreja, saem no instante em que são avisados.
-
Meu filho! Meu filho! Gritou de alegria a mãe de Ivan que correu
para abraçá-lo.
-
Você está andando meu filho? Disse o pai com alegria.
-
E, e falando ta, também! Avisou o pequeno Ivan.
-
É um milagre! Gritou o pai de felicidade.
-
A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo padre Paulo! Meu amigo! Quanto
tempo! Que saudades! Cumprimentou o pastor Hahilton com alegria.
-
Pastor Hahilton! O prazer é todo meu! Respondeu o padre Paulo
enquanto se abraçavam.
-
Essa é minha sogra irmã Tereza e nossos irmãos adventistas que nos
ajudaram a trazer o pequeno Ivan.
Todos se cumprimentam.
Padre Paulo então pede ao coral da igreja que
comece a cantar o hino número um da harpa cristã que a mãe de Ivan gosta, pois
ela é evangélica.
O coral começa a cantar, a banda de música da
polícia militar começa a tocar e todos começam a cantar juntos.
O
hino
Harpa
Cristã
Chuvas
de Graça
1
Deus
prometeu com certeza
Chuvas
de graça mandar;
Ele
nos dá fortaleza,
E
ricas bênçãos sem par
Chuvas
de graça,
Chuvas
pedimos, Senhor;
Manda-nos
chuvas constantes,
Chuvas
do Consolador.
2
Cristo
nos tem concedido
O
santo Consolador,
De
plena paz nos enchido,
Para
o reinado do amor.
Chuvas
de graça,
Chuvas
pedimos, Senhor;
Manda-nos
chuvas constantes,
Chuvas
do Consolador.
3
Dá-nos,
Senhor, amplamente,
Teu
grande gozo e poder;
Fonte
de amor permanente,
Põe
dentro de nosso ser.
Chuvas
de graça,
Chuvas
pedimos, Senhor;
Manda-nos
chuvas constantes,
Chuvas
do Consolador.
4
Faze
os teus servos piedosos,
Dá-lhes
virtude e valor,
Dando
os teus dons preciosos,
Do
santo Preceptor.
Chuvas
de graça,
Chuvas
pedimos, Senhor;
Manda-nos
chuvas constantes,
Chuvas
do Consolador.
Marechal Luan pega o pequeno Ivan pela
cintura e o levanta bem alto.
Ivan acena para todos com alegria.
Depois todos se abraçam!
Fim!
Em
tempo: Marechal Luan voltará em Marechal Gabriel.

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