quarta-feira, 26 de novembro de 2025

A Procura de Marechal Luan

 




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  Marechal Gabriel convoca o Esquadrão Fantasma para uma grande missão: encontrar o pastor Hahilton que foi a procura de Marechal Luan que desapareceu no deserto do Saara após a grande batalha naval no Oceano Atlântico. Porém, Irmão Jorge o Lobo do Mar e líder do Esquadrão Fantasma deixou de se comunicar com a base.  Agora, Marechal Gabriel precisa convencer  Carlos o Grande que é seu pai, a aceitar a missão de encontrar e resgatar a todos.

  Uma missão que irá impactar suas vidas.


A Procura de

Marechal Luan

 Os acontecimentos a seguir se passam em 2077...
 
  Em uma casa de campo rodeada de árvores e um lindo lago cheio de peixes, um casal simpático descansa sossegado, apreciando e usufruindo de tudo que há de melhor na natureza.
  Na sala, Jorge o Lobo do Mar, assiste as notícias do dia, enquanto Eliane sua esposa, lhe traz uma caneca de café.
- Eliane minha amada, as notícias dizem que já se passaram seis meses desde que Luan desapareceu no deserto. Comentou Jorge.
- Vamos continuar orando. Tenho certeza que ele está vivo. Não podemos perder a esperança. Falou Eliane com fervor.
- Você tem razão minha amada! Continuaremos orando e pedindo ao Senhor pelo nosso irmão.
 
  Mais tarde do lado de fora da casa, Jorge corta lenha para aquecer a noite.
  Com machadadas certeiras, Jorge demonstra todo seu vigor e forma.
  De repente, um barulho vindo do céu chama sua atenção. É um planador da Aliança que está fazendo manobra para pousar.
  Eliane aparece para ver o que acontece.
 
  Depois de pousado, um oficial desce do planador e vai em direção do casal.
- Boa tarde senhor e senhora!
 
- A Paz do Senhor, oficial! Em que posso ajudar? Cumprimentou Jorge.
- O Lobo do Mar foi convocado por Marechal Gabriel para uma missão. O senhor deve vir comigo para o quartel general da Aliança. Sua esposa também virá conosco e será levada para a sua casa. Vocês tem três horas para arrumar as malas e embarcar. Avisou o oficial.
- Como assim, convocado? Perguntou Jorge irritado.
- São ordens senhor. Na base, Marechal Gabriel vai lhe explicar melhor. Respondeu o oficial.
  Jorge olha para Eliane.
- São tempos difíceis meu varão! Se o estão chamando, é porque precisam de toda a ajuda. Disse Eliane enquanto fazia carinho no rosto de Jorge para o tranquilizar.
 
  Três horas depois já entrando no planador, Jorge comenta com sua esposa.
- Espero que não seja coisa boba.
- Vamos orar! Disse Eliane.
- Espero voltar logo. Disse Jorge.
- Ficarei esperando amor! Respondeu Eliane emocionada.
  O planador levanta voo.
- Chegaremos em menos de duas horas. Avisou o piloto.
- Por que sua esposa não quis vir? Perguntou o oficial.
- Ela preferiu ficar em retiro espiritual. Respondeu Jorge.
- Senhor, é uma honra conhecê-lo! Já ouvi muitas histórias sobre o Lobo do Mar. Disse o copiloto com alegria.
- A honra é minha por estar viajando com vocês. Respondeu Jorge, enquanto colocava o cinto de segurança.
 
  Uma hora e meia depois, já quase de noite, o planador chega ao quartel general da Aliança em Luantrópolis.
 
  Jorge já entrosado com a tripulação, contava histórias bíblicas e falava de Jesus.
- Já chegamos senhor. Avisou o piloto.
- Onde está a base? Perguntou Jorge.
- Está a nossa frente senhor. Respondeu o piloto com um sorriso.
- Só vejo uma montanha. Disse Jorge curió.
- Olhe e observe senhor! Respondeu o copiloto aos risos.
  De repente, uma imensa comporta se abre no meio da montanha iluminando o entardecer.
- Senhor! O que é isso? Se impressiona o Lobo do Mar.
  Lentamente, o planador entra e pousa suavemente na plataforma.
  Todos desembarcam.
  Jorge fica deslumbrado com a quantidade de pessoas trabalhando dentro daquela montanha.
- Isso parece uma cidade! Elogiou Jorge enquanto se dirigira para a sala de reuniões.
 
Pouco tempo depois, enquanto Jorge tomava café, Marechal Gabriel entra e o cumprimenta.
- Tio Jorge! A Paz do Senhor!  Foi bem tratado? Está bem?
- A Paz do Senhor, Gabriel! Estou bem! Feliz em te ver bem! Respondeu Jorge.
- Diga Gabriel, por que me chamou?
- Como você sabe, meu irmão está desaparecido a mais de seis meses. Pastor Hahilton foi para o Marrocos atrás dele. Porém, perdemos contato com ele a duas semanas. Disse Marechal Gabriel.
- Isso não é bom! Falou Jorge preocupado.
- Foi por isso que o convoquei. Disse Marechal Gabriel.
 
- Como posso ajudar? Perguntou Jorge, enquanto abre os braços.
- Já está tudo quase pronto. Venha vamos caminhar. Você vai liderar o esquadrão fantasma e irá procurar o pastor Hahilton e depois se possível, ajudá-lo a achar meu irmão.
  Jorge arregala os olhos.
- Gabriel, o esquadrão fantasma não existe. Explicou Jorge já suando enquanto caminhavam pela base.
- Esse é o espírito! Negar sempre. Irmão Fábio já está a postos e à sua espera para embarcarem. Avisou Marechal Gabriel com emoção.
  Jorge fica sem palavras e sem saber o que dizer.
- Todos na base contam com o Lobo do Mar e o esquadrão fantasma para trazê-los de volta. Discursou Marechal Gabriel enquanto caminhava com o Lobo do Mar.
- Preciso ir agora. Mais tarde nos falamos. Seu esquadrão o aguarda. Despediu se Marechal Gabriel com um grande sorriso enquanto pedia a um oficial para acompanhá-lo.
- Jorge, você se superou! Falou Jorge em pensamento.
- Vamos até onde está o irmão Fábio. Disse Jorge ao oficial.
  Já no corredor, Jorge era cumprimentado por todos que passavam.
- Cara, é o Lobo do Mar! Disse um curioso.
- Ele pegou a onça pelo pescoço e a fez declinar. Disse outro.
  Jorge fica todo bobo com as saudações.
  O oficial olha para Jorge com admiração.
  Jorge finalmente chega ao local onde irmão Fábio está.
- Olha só quem chegou. A Paz do Senhor irmão! Cumprimentou irmão Fábio.
- Então irmão, o que você aprontou pra colocar a gente nessa situação? Vigia homem sábio! Perguntou irmão Fábio.
 
- Eu não fiz nada. Gabriel mandou me buscar. Eu disse a ele que o esquadrão fantasma não existe. Porém, ele não levou a sério. Falou Jorge.
- Por que você não disse isso a ele? Completou Jorge.
- Eu disse isso. Ele respondeu que esse é o espírito! Desabafou irmão Fábio.
- Uma mentira dita mil vezes, se torna uma verdade. Completou irmão Fábio.
- Não importa mais! Nós vamos realizar essa missão e voltaremos vitoriosos com a benção de Deus! Discursou Jorge, todo emocionado.
 
  No dia seguinte, Jorge que não conseguiu dormir preocupado com a missão, sacode irmão Fábio.
- Irmão, acorde. Vamos tomar café. O oficial já avisou que vamos embarcar.
  Depois de se alimentarem, o esquadrão fantasma segue para a aeronave que os levará para a maior aventura de suas vidas.
 
  Já dentro do planador, a equipe observa a comporta se fechando para poderem decolar.
- É irmão, não tem mais volta. Observou irmão Fábio com a mão no queixo.
- O Senhor há de nos livrar de todas as adversidades. Disse Jorge.
- Vamos orar. Pediu Jorge que inicia a oração.
- Pai querido, nesse momento estamos indo para um destino incerto onde só Tu sabes o que nos espera. Coloca Tua mão poderosa sobre nós para que possamos realizar a nossa missão. É o que Te pedimos em nome de Jesus, amém! Todos, até a tripulação dizem amém!
 
  A porta gigante da base se abre. O planador levando o esquadrão fantasma decola rumo ao seu destino.
  Todos na base gritam numa só voz.
- Lobo do Mar! Lobo do Mar! Lobo do Mar!
 
  Três horas depois já em alto mar, o planador recebe uma chamada de vídeo da base da Aliança.
  Um dos tripulantes avisa.
- Senhor, Marechal Gabriel quer falar com vocês. Disse o oficial em quanto liga o monitor.
- Saudações Esquadrão Fantasma! As ordens são as seguintes. O planador os levará até Marraquexe. De lá vocês irão de moto planadores até Beni Mellal. Perdemos contato com Pastor Hahilton quando ainda estava em Rabat. Ele disse que iria para Beni Mellal. A missão de vocês é descobrir o que houve com o pastor Hahilton e se possível, juntos, acharem o Marechal Luan.
  Nesse momento, o oficial o interrompe.
- Senhor?
- Diga tenente Mário. Respondeu Marechal Gabriel.
- Posso me juntar ao esquadrão fantasma?
  Marechal Gabriel fica pensativo por alguns instantes.
- Sim! Por mim, tudo bem! Respondeu Marechal Gabriel com um sorriso.
- Deus abençoe vocês! Sucesso! Disse Marechal Gabriel.
- Todos nós faremos o melhor! Deus te abençoe também! Respondeu Lobo do Mar.
  A transmissão se encerra.
- Então temos um novo integrante no esquadrão fantasma. Disse irmão Fábio enquanto olhava para Jorge com um sorriso.
 
- Seja bem vindo ao esquadrão fantasma tenente Mário. Cumprimentou Jorge com alegria.
- Para mim é uma honra fazer parte dessa equipe. O senhor é muito famoso! Suas aventuras como Lobo do Mar, fazem parte das rodas de conversa de muitos. Elogiou tenente Mário, com alegria.
- Vai com calma irmão! Tem muita coisa que você não sabe a respeito do Lobo do Mar. Advertiu irmão Fábio.
- O que, por exemplo? Perguntou tenente Mário com curiosidade estampada no rosto.
- Primeiramente, você tem que cumprir uma tarefa para poder fazer parte da equipe. Respondeu Jorge em Tom sério.
- Eu cumprirei com fervor e dedicação. Disse tenente Mário com entusiasmo.
  Irmão Fábio começa a rir.
- Você deve preparar um grande churrasco para todos nós. Avisou Jorge.
- Só isso? Perguntou tenente Mário, confuso.
- Sim! Responderam os dois em uma só voz.
 
  Algum tempo depois, já em espaço aéreo Marroquino, o piloto avisa.
- Já estamos sobrevoando Marraquexe. Preparem-se.
  Todos os três se preparam e conferem os equipamentos.
- Você vai ter que me ensinar a pilotar essa máquina. Avisou Jorge a tenente Mário.
- Você não sabe? Perguntou tenente Mário com espanto.
  Jorge desconcertado, responde.
- Só estou desatualizado.
Ok! Disse tenente Mário.
  Irmão Fábio se junta a Jorge para ouvir a explicação de tenente Mário.
 
- Isso faz isso. Isso faz aquilo e mais um monte de outras coisas.
  Um olha para o outro e fingem que entenderam.
  O alarme toca.
- Senhores, preparem-se. Alertou o copiloto.
- O que houve? Estamos sendo atacados? Perguntou irmão Fábio preocupado.
- Não! É para subirmos nas motos porque a comporta vai ser aberta para podermos sair. Avisou tenente Mário com tranquilidade.
- Como é? Gritou irmão Fábio apavorado.
- Tá dizendo que não vamos pousar? Perguntou irmão Jorge tranquilo.
- Sim! Respondeu o piloto.
- Por quê? Perguntou Jorge, agora preocupado.
- Porque não temos permissão para pousar. Respondeu o copiloto sorrindo.
- Como pode termos permissão para voar no espaço aéreo e não ter permissão para pousar? Perguntou Jorge agora irritado.
- Política, senhor. Política. Respondeu tenente Mário enquanto se acomoda na sua moto planador.
  Todos fazem o mesmo.
- Seja o que Deus quiser! Disse irmão Fábio.
- O Senhor é conosco! Respondeu Jorge.
- É agora! Boa sorte! Desejou o piloto.
  Todos ligam suas motos planadores e deslizam para fora do planador da Aliança.
- Aaaaaaaaah! Grita irmão Fábio.
- Por que está gritando? Perguntou Jorge.
Porque me esqueci de por os óculos protetores. Respondeu irmão Fábio enquanto colocava os óculos.

 


Carregando...






sábado, 11 de outubro de 2025

Leide Gatuxa

  

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                                        Leide Gatuxa


  A incrível história de um casal que juntos defendem os inocentes e a justiça.

  Uma história emocionante que irá levar você a viajar por um mundo divertido e emocionante.

  E também, conhecer a origem de muitos personagens que junto com os futuros marechais, ajudarão a defender a Terra.


Leide Gatuxa

 

  Os acontecimentos a seguir se passam em 2047...
 
  Em uma floresta na Argentina. Casa de campo da família Leite.
 
  Em uma manhã ensolarada com os pássaros cantando, Carlos o Grande aparece na varanda de sua casa de campo, feita de madeira entre as árvores majestosas da grande floresta argentina.
  Depois de respirar fundo o ar maravilhoso da manhã e admirar a natureza, ele diz:
- Marida? Hoje o dia está lindo!
- Será que eles vão saber chegar aqui?
  Nesse momento, Leide Gatuxa aparece com duas canecas de café com leite. Ela passa uma caneca para seu marido e com um sorriso meio duvidoso diz:
- Claro que sim, marido!
 
  Bem longe dali na estrada que liga o Brasil a Argentina, já atravessando a fronteira, Eliane e Jorge contemplam a paisagem de dentro do possante carro de última geração da família, enquanto não chegam ao seu destino que é a casa de campo da família Leite.
- Jorge, olha lá que lindo pinheiro! Elogiou, Eliane sua esposa.
- Calma aí minha amada! Estou a 150 km por hora. Não posso vacilar! Respondeu o virtuoso, sábio e cauteloso Jorge.

  Eliane, sua esposa, o olha de lado e depois volta a admirar a paisagem.

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  Horas depois, em uma reta sem fim, já na Argentina, em uma parte que a estrada passa por dentro da floresta onde só se vê árvores por toda parte, o possante carro de Jorge começa a dar sinais de problema.
           - O que houve, Jorge? Perguntou Eliane, sua esposa.
  Jorge, meio que desconcertado responde.
- Não sei dizer, minha amada.
  Enquanto isso, o carro começa a parar exatamente na entrada de uma estradinha de terra.
  Jorge tenta várias vezes fazer o carro voltar a funcionar. Nada acontece.
Jorge e Eliane, sua esposa resolvem sair do carro.
 Jorge abre o caput do carro possante. Olha, olha, olha e continua olhando.
  Eliane, sua esposa, pergunta:
- Meu bem, já concertou?
  Jorge, o sabichão, responde:
- Como vou concertar algo que não sei mexer?
  Eliane, sua esposa, então diz:
- Você trabalhava em uma concessionária de carros e não sabe concertar isso?
  Jorge já nervoso, responde.
- Eu era pintor, minha amada.
  Eliane, sua esposa, então diz:
- Ficar nervoso não vai nos tirar dessa situação. Liga para o seguro.
  Jorge, o calmo respondeu:
- O seguro não cobre se sairmos do Brasil.
  Eliane, sua esposa, com a mão na cintura e a outra na cabeça, diz:
- Liga pra nossa filha.
  Jorge olha para sua esposa. Vai até ela. Poe as mãos em
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 seus ombros e responde enquanto os acaricia.
           - Minha amada, estamos na Argentina. Nossa filha está no quartel da marinha no Rio de Janeiro. E mesmo que ela pudesse vir nos salvar, não conseguiria, pois navio algum conseguiria chegar até aqui onde estamos.
  Eliane, sua esposa, responde com voz chorosa:
- Então resolve logo isso. Já está anoitecendo e até agora não passou um carro pra pedirmos socorro.
  Eliane e Jorge entram no carro.
- Deixa eu tentar ligar o carro. Pode ser super aquecimento. Disse Jorge o sábio enquanto virava a chave na ignição.
  Três tentativas e nada.
  Eliane observa o marcador de combustível e diz:
- Amor, o marcador de combustível está no zero.
  Jorge a tranquiliza e diz:
- Estamos usando o gás natural.
  Eliane olha para o marcador de gás natural e diz:
- O gás está no zero.
  Jorge o sabichão, olha para o marcador e com um sorriso e cara de assustado, olha para sua esposa furiosa e pergunta:
- E agora amor?
  Eliane furiosa, responde:
- Agora vou montar nas suas costas e você vai me levar até o posto de combustível.
  Jorge o humilde diz:
- Querida, eu tenho problema na coluna e estamos no meio da floresta. Estamos longe de tudo.
- Eu sei disso! O telefone também não funciona. Respondeu Eliane, enquanto mostrava os punhos para ele.
  Jorge, o conformado, reclina o banco para descansar e diz:
- Vamos descansar um pouco e esperar que passe

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 algum carro para poder nos socorrer. Você fica lá fora para que possam te ver. Depois eu fico lá fora para você poder descansar um pouco.
  Eliane, sua esposa, olha bem firme e sério para ele e diz:
           - Você vai lá pra fora agora e só me chame quando conseguir ajuda.
  Jorge o humilde sai do carro e fica encostado no carro esperando alguém passar.
 
  Momentos depois, Jorge começa a ouvir barulhos vindos do meio das árvores.
  As pernas de Jorge começam a tremer.
  Jorge bate na janela do carro.
- Eliane?
  Eliane acorda assustada e pergunta:
- O que foi? Alguém parou?
- Não! Eu ouvi um barulho vindo das árvores. Respondeu Jorge já sentindo um calafrio na espinha.
- Deixa de ser medroso homem! Responde Eliane, sua esposa.
 
  De repente, um animal negro e enorme bate com as duas patas superiores no caput do carro.
  Jorge e Eliane começam a gritar.
  Eliane sai do carro juntamente com seu marido Jorge. Começam a correr pela estradinha de terra para fugir do animal enfurecido.
  O animal não perde tempo e começa a correr atrás do casal.
- Jorge, liga para o irmão Fábio. Gritou a desesperada Eliane.
  Jorge mesmo correndo desesperadamente, pega o telefone móvel e observa que não tem sinal.

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            - Não tem sinal! Gritou.
  Eliane aos gritos diz.
           - Vamos nos separar. Assim ele vai ter que escolher para onde ir e ficará desorientado.
  Jorge aos gritos diz.
           - Sim minha amada! Vou tentar subir na árvore para conseguir sinal.
  Nesse instante os dois se separam, deixando o animal furioso desorientado.
  O plano de Eliane dá certo. O animal para e começa a farejar para ver se consegue achar suas vitimas.
  Nesse instante, Jorge o ligeiro encontra uma árvore perfeita para subir.
  Jorge o alpinista começa a sua escalada até o topo da árvore.
- Sim! Consegui sinal.
  Nesse momento, Jorge faz uma ligação. Do outro lado da linha, irmão Fábio atende.
- Fala meu irmão! A Paz do Senhor!
- A Paz irmão! Estou com um problema. Disse Jorge.
- Então diga homem sábio. Disse Fábio.
- Estou sendo perseguido por um animal selvagem furioso. Não sei o que fazer. Disse Jorge.
- Ora, homem sábio! Ora com vontade. Disse Fábio.
- Estou fazendo isso irmão Fábio. Disse Jorge aos gritos.
- Tá orando pouco homem sábio! Disse Fábio, enquanto comia um pedaço de pizza.
- Essa fala é minha. Reclamou Jorge.
  Nesse instante o animal furioso encontra Jorge e começa a bater na árvore que começa a balançar.
  Jorge fica apavorado.

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            - Irmão Fábio, o animal me achou e tá batendo na árvore. Eu vou cair. Me ajuda! Falou Jorge aos gritos.
           - Homem sábio? Se acalma! Ficar nervoso não vai te ajudar. Tudo vai se resolver. Bota os joelhos no chão e ora. Disse Fábio o calmo.
  Nesse instante, o animal furioso dá um grito e bate na árvore que balança.
  Jorge se desequilibra e cai da árvore batendo em vários galhos antes de chegar ao chão.
  Nesse instante, Jorge o homem sábio, depois de gritar de dores, lembra do conselho do irmão Fábio.
  Jorge se ajoelha e começa a orar enquanto o animal selvagem se aproxima.
- Senhor, livra-me deste destino. Faz esse animal se acalmar. Mas se for esse o meu destino, eu aceito. Vou me encontrar contigo meu Deus.
  Nesse momento, o animal selvagem escorrega ao pisar em um pedaço de árvore.
  Jorge dá um sorriso de alivio que dura pouco tempo.
  O animal se levanta e começa sua caminhada em direção a Jorge.
  Jorge não consegue segurar o choro e diz em voz alta.
- Senhor! Estou indo!
  O animal chega bem perto de Jorge.
  Quando vai dar o golpe final, Eliane sua esposa chega com um pedaço de pau e acerta bem no peito do animal selvagem que atordoado começa a cambalear indo bater em outra árvore.
- Ainda não chegou a tua hora meu varão valoroso!
Não vou deixar esse animal ferir você. Disse nossa heroína Eliane.
-  Minha varoa! Como você é corajosa! Elogiou Jorge

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 enquanto se levantava com a ajuda de sua amada.
  De repente, o animal selvagem vem em direção do casal com mais fúria do que antes.
  Eliane se posiciona para a batalha que está prestes a se iniciar.
   O animal selvagem para em frente a Eliane e dá um grito ao mesmo tempo em que posiciona suas patas superiores para atacar.
  Rapidamente com um olhar de águia, Eliane observa um espinho na pata esquerda do animal.
  Num lance ligeiro, Eliane arranca o espinho da pata do animal selvagem.
  Imediatamente o animal para com as hostilidades.
  Ele começa a se acalmar.
- As orações foram ouvidas. Graças Te damos Senhor! Agradecia Jorge.
  Eliane, sua esposa observa o animal que começava a diminuir de tamanho até se transformar em um cachorro.
- Jorge? Olha isso. Disse Eliane assombrada com o que via.
  Nesse instante, o cachorro se aproxima de Jorge e Eliane.
- É o Negão! Disse Jorge sem entender nada.
- Então, estamos perto da casa do irmão Carlos. Concluiu Eliane toda feliz.
- Sim, minha amada! Vamos tentar chegar até a estradinha para descansarmos e esperar amanhecer. Disse Jorge o homem sábio enquanto acariciava seu cachorro Negão.
 
Amanheceu...
 
  Jorge, Eliane e Negão iniciam a caminhada pela estradinha mata adentro.

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   Meia hora depois, chegam a uma casa de campo no meio das árvores.
  De dentro da casa um homem sai até a varanda com uma caneca de café com leite na mão.
           - Aí está o velho Lobo do mar! O que houve com vocês? Perguntou Carlos o Grande com olhar surpreso.
           - Vocês acharam o Negão? Ele estava sumido faz tempo. Por que estão assim tão sujos?
  Jorge e Eliane olham um para o outro e sorriem.
- Irmão Carlos não muda! Comentou Jorge o homem sábio.
  Leide Gatuxa aparece e corre para o abraço.
- Irmãos? Até que em fim chegaram!
- Foi uma viagem emocionante! Respondeu Eliane.
   Todos entram na casa.
 
No dia seguinte...
  Por volta de meio dia, Jorge, Eliane, Carlos o Grande, Leide Gatuxa e seus filhos Luan e Gabriel, se sentam para almoçar.
- Estou ancioso para experimentar a lasanha de frango que nosso irmão Jorge preparou. Comemora com fervor, Carlos o Grande.
- Vai com calma irmão! Sou um simples chef de cozinha. Respondeu Jorge todo orgulhoso.
- Como está nosso pequeno Gabriel? Perguntou Eliane com um sorriso bem grande enquanto acaricia os cabelos de Gabriel.
- Muito bem! Sempre de bom humor! Respondeu Leide Gatuxa com cara de que nem ela acredita nela mesma.
- Oremos! Ordenou o Pastor Jorge.
  Depois da oração, Carlos o Grande pega a espátula e a introduz na lasanha suculenta feita pelo irmão Jorge.

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   Leide Gatuxa, imediatamente dá um tapa na mão de seu marido e com cara feia diz.
           - Marido? Primeiro as visitas.
           - Marida? NÃO! Respondeu Carlos o Grande.
           - Marido? Olha o exemplo que está dando para seus filhos. Advertiu Leide Gatuxa.
- Marida, você está certa! Vai que essa lasanha não está tão boa assim. Não quero bancar o educado e ter que dizer que está boa. Disse Carlos o Grande com ar de nobre e depois dando uma grande risada.
  Luan olha para ele de lado dando a entender que o está observando.
  Carlos o Grande percebe que Luan o está olhando.
- O olhar de meu filho Luan já diz tudo. Por favor minha querida irmã Eliane. Disse Carlos com um sorriso no rosto enquanto passava a espátula para sua irmã que retribuiu com outro sorriso dizendo.
- Vocês são demais! Nunca vão mudar?
- Nãaao! Responderam Leide Gatuxa, Carlos e Gabriel juntos.
  Luan Carlos ficou calado só olhando com alegria estampada no rosto.
  Todos se divertem ao mesmo tempo em que se servem.
  Carlos começa a saborear a lasanha.
  Todos comem e elogiam a refeição.
  Jorge olha para Carlos e depois de breve pausa, pergunta.
- Então meu irmão, o que achou?
  Carlos para de comer. Olha para cada um e depois de leve meditação, olha para o prato de lasanha e responde olhando para Jorge.
- Acho que você teve sorte de sair vivo depois de ser atacado pelo seu próprio cachorro. Foi realmente muita

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coragem de sua esposa encarar o Negão como ela o encarou. Eu teria fugido.

  Todos começam a rir.

           - Eu estou perguntando sobre a lasanha o sabichão. Reclamou Jorge nervoso.

           - A lasanha está ótima chef Jorgere! Respondeu Carlos sorridente, tentando falar como se fosse um francês.

- Assim você acaba comigo irmão Carlos. Comentou com alegria Jorge o feliz.

- Seu cachorro já fez isso! Respondeu Carlos o Debochado.

  Todos se confraternizam.

 

Mais tarde na sala que usam de escritório, Leide Gatuxa conversa em vídeo conferência com a delegada Armantina, chefe da CCS (Companhia de Comandos Secretos).

- Saudações delegada Armantina! Cumprimenta, Leide Gatuxa.

- Como está minha querida? Pergunta a delegada Armantina com alegria.

- Estou bem, Tina! Respondeu.

- Hoje iremos até o mercado de atacado para finalizarmos a compra dos amendoins e azeitonas. Está tudo preparado para a operação pega azeitonas? Perguntou Leide Gatuxa.

- Sim, minha amada! Lilian – Sama e Gatuxa Negra estarão a postos para ajudarem na operação e cooperarem com nosso pessoal de campo. Tudo tranquilo! Respondeu Tina.

- Ok! Vou contar as horas para reencontrar minha querida irmã Lili. Obrigado Tina! Agradeceu Leide Gatuxa.

- Vamos passear na praia depois que isso tudo acabar minha amiga. Um forte abraço! Se despediu a delegada

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 Armantina.

           - Abraços de Gatuxa pra você! Respondeu Leide Gatuxa com alegria.

 

  Mais tarde, Leide Gatuxa e Carlos o Grande se preparam para sair.

           - Não demoraremos. Vamos realizar uma pequena operação na cidade e logo voltaremos. Agradecemos por tomarem conta de nossos filhos. Sei que vieram para descansar e levar o Negão de volta com vocês, mas estamos felizes por poderem cuidar de nossos filhos. Disse Leide Gatuxa com ternura e alegria.

- Tudo bem minha amada! Você sabe que gostamos de crianças e teremos o maior prazer em cuidar deles. Respondeu Eliane com alegria e amor.

  Leide Gatuxa e Carlos o Grade vão em direção a porta.

- Que tipo de operação vocês vão fazer? Perguntou Jorge o curioso, enquanto se balançava na cadeira de balanço.

  O casal para na porta e olha um para o outro.

  Carlos se vira olha sério para Jorge e responde.

- Operação simples!

    Jorge olha para Eliane que sorri para ele enquanto brinca com Gabriel.

  Carlos e Leide Gatuxa saem de casa e vão em direção ao carro.

- Minha querida esposa, Jorge não sabe onde está pondo os pés. Comentou Carlos com voz grave.

- Pare de palhaçada marido! Respondeu Leide Gatuxa enquanto entrava no carro.

 

  Uma hora depois, Carlos e Leide Gatuxa chegam ao mercado de atacado.

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            - Supermercado Armantina? Todo mundo confia? A delegada Armantina é a dona disso tudo? Perguntou Carlos o Grande com ironia.

           - Você sabe que não, marido. Agora pare de palhaçada e concentre-se na missão. Respondeu Leide Gatuxa com voz firme.

           - Táaaa bom, marida!

  O casal salta do carro e vai em direção ao ponto de encontro que é a lanchonete.

   Se sentam e fazem um pedido ao atendente.

- Eu vou querer um Milk shaque de chocolate grande, uma salada de atum e duas porções de batata frita. Pediu Carlos o esfomiado.

- Não temos salada de atum nem Milk shaque. Respondeu o atendente enquanto olhava sério para Carlos.

  Carlos o Grande fica olhando sério para o atendente e depois de alguns segundos, ele responde serenamente.

- Duas coca-cola e as duas porções de batatas fritas, por favor!

- Come quiser, senhor. Respondeu o atendente, se retirando em seguida.

  Leide Gatuxa começa a rir da situação.

  Carlos o grande também começa a rir.

- Tá rindo de que marida? Pergunta Carlos Sorriso.

- Da sua cara, marido! Respondeu Leide Gatuxa com alegria.

- Engraçado é o nome desse cara que vamos encontrar. Poney Boy. Falou Carlos em tom irônico.

- Esse é meu apelido. Respondeu o rapaz sentado na mesa ao lado.

  Carlos e Leide Gatuxa param de rir e olham para Poney boy.

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            - Então Ponei Boy, qual a sua hstória. Perguntou Carlos com seriedade.
  Leide Gatuxa só observa.
  Ponei Boy Se vira para o casal e responde.
           - Me chamo  Ponei Boy. Ponei com i e Boy com y. Uso chapéu de cal boy e meu emblema é de um poney azul em minha jaqueta Jens como vocês podem ver em minhas costas. Respondeu enquanto virava as costas para mostrar a foto do pônei em sua jaqueta.
  Carlos e Leide Gatuxa ficam olhando sério para Ponei Boy.
  Ponei Boy então continua a narrar sua história.
- Esses dois aqui, são Meiolado e Maismaior. É o nome verdadeiro deles e tudo junto. Concluiu Ponei Boy.
- Eles também usam uma jaqueta igual a sua. E tenho certeza que o Maismaior é o menor deles. Acertei? Perguntou Carlos apontando o dedo para o menor dos capangas de Ponei Boy.
- Errou! Respondeu Ponei Boy com cara séria.
- Só faltava ter um terceiro chamado Cara de Cavalo. Ironizou Carlos o Grande.
- Esse está lá no deposito com a carga. Respondeu Ponei Boy com cara séria.
  Todos ficam em silêncio.
  Leide Gatuxa então quebra o silêncio.

- Muito bem! Não estamos aqui para julgar a vida de ninguém, muito menos o nome. Vamos direto ao assunto.
  Carlos o Grande continua a olhar sério para Ponei Boy que também o olha sério.
 
  Nesse instante, dois atendentes chegam trazendo os pedidos das duas mesas.
- Vamos terminar nossos lanches e em seguida,

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Aguardando......