sábado, 11 de agosto de 2012

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ano 6, nº 19, junho de 2012.

América Bebezinho – O dilema de Ernane.

  Essa história, acontece em um momento muito delicado da vida de um enfermeiro que se encontrava em crise existencial.
  Esse enfermeiro, acabara de enfrentar o poderoso enfermeiro sem cabeça. Não via mais sentido em continuar trabalhando na emergência do hospital.
  Então, numa atitude assustadora para seus companheiros de trabalho, ele gritou.
 - Meu nome é Ernane!!! Não vou mais ficar indiferente ao que acontece no mundo. Vou enfrentar com BRAÇO FORTE aqueles que querem semear o mal.
  Nesse instante, passava pelo corredor o pequeno porém médio Neemias, que escutou os delírios de Ernane e invadiu a emergência.
 - Ernane, é isso mesmo que tu queres nobre otário? Perguntou Neemias todo eufórico.
 - Sim. Sim. SIIIIIIM! Respondeu o alucinado Ernane.
 - Então, vou com você.  Replicou Neemias.
  Nesse instante, Ernane se calou e olhando fixamente para Neemias, declarou.
 - Tá maluco? Tá pensando que la fora é moleza? Você sabe que lá fora não vai poder contar com a mamãe?
 - Sim! Respondeu Neemias com um sorriso de orelha a orelha.
 - Eu me chamarei Dom Nee, e serei seu parceiro. Completou Dom Nee.
 - Que bosta de nome é esse que tu arrumou?
 - Vão logo! O mundo precisa de vocês! Gritaram em coro enfermeiros e pacientes.
 - Então vamos! Exclamou  Ernane, correndo juntamente com Dom Nee na direção do mundo.
  E na emergência, todos abriam garrafas de xarope para comemorar a nova empreitada de dois alucinados.
 - Eles foram embora! Vamos festejar! Finalmente nos livramos desses dois. Gritaram com alivio todos os enfermeiros.

  Enquanto todos festejavam, Dom Nee e Ernane, continuaram correndo. Deram a volta no quarteirão e pararam em frente a um carro.
 - Porque paramos? Perguntou Dom Nee, visivelmente perturbado.
 - Esse é nosso carro. Respondeu Ernane todo empolgado.
 - Um Opala? Chorou Dom Nee.
 - Siiiiiiiiim!
 - Tudo bem! A mala é grande. Posso dormir em quanto você dirige. Respondeu Dom Nee.
  Finalmente, os dois heróis  entraram no carrão e partiram em direção as aventuras que os esperam.

  Na estrada, Dom Nee pede para parar.
 - Por que paramos? Perguntou Ernane.
 - Quero fazer pipi. Respondeu Dom Nee.
  Enquanto Dom Nee se aliviava, Ernane observou uma casa ao longe.
 - Dom Nee, vamos até aquela casa ao longe. Não sei porque ela me atrai!


- Agora que você falou, realmente a casa me chamou a atenção. Respondeu Dom Nee.
  Chegando perto, Ernane para o carro.
 - Olha só Dom Nee. Veja o que está escrito na fachada da  casa.
 - Ta escrito Casa dos Otários. Respondeu Dom Nee.
  De repente, Dom Nee e Ernane tomam um susto quando alguém grita.
 - O que querem aqui? Perguntou uma mulher misteriosa toda vestida de preto.
 - Estamos de passagem. Somos heróis. Por algum motivo essa casa nos atraiu. Responderam.
 - Claro que se sentiram atraídos pela casa. Essa casa é dos otários. Respondeu a misteriosa mulher.
  Os dois se olharam e perguntaram.
 - Como se chama, misteriosa mulher?
  De repente, começa a ventar forte. Muito forte. Tão forte, que Ernane e Dom Nee tiveram que se segurar no carro.
 - Eu me chamo Tupariu! Respondeu a misteriosa mulher, dando uma misteriosa gargalhada.
 - Cara essa mulher vai fritar a gente. Gritou apavorado, Dom Nee.
 - Acalme-se. Vamos derrotá-la . Afirmou Ernane, meio apavorado.
 - Vocês vão sentir a minha fúria. Gritou Tupariu enquanto preparava seu golpe mortal.
 - Toma isso!
  De repente, Tupariu lança de suas mãos várias bolas gosmentas que  num instante, acertam os heróis na cara.
 - O que é isso na minha cara. Gritou Dom Nee.
 - Não sei. Não consigo retirar.
 - Isso é placenta, seus otários. Vocês não tem muito tempo. Respondeu Tupariu, visivelmente feliz.
 De repente, Dom Nee começa a ficar irritado.
 - Eu sou Dom Neeeeeee!!!!!! Gritou ele, enquanto se transformava.
  Ernane, não acreditava no que via. Dom Nee estava ficando maior, muito maior. Suas roupas estavam se rasgando. De repente, Dom Nee se transforma.
  Ernane fica surpreso.
 - Dom Nee! Você se transformou em um João Teimoso.
 - Agora Tupariu vai ver o que é bom. Afirmou Dom Nee.
  Nesse instante, Tupariu começa um novo ataque de placentas em direção a Dom Nee.
 - Você não vai escapar, seu otário. Vai fazer parte da minha coleção de otários.
 - Não vou não. Respondeu Dom Nee em forma de João Teimoso, rebatendo todas as placentas que Tupariu lhe lançou.
 - Tu não vai conseguir! Gritou Tupariu, dando gostosas gargalhadas.
 - Eu vou te ajudar Dom Nee. Gritou Ernane, enquanto corria em direção de Tupariu, agarrando-a bem forte.
 - Nossa Ernane, você ta me fazendo suar. Falou baixinho Tupariu no ouvido dele.
 - Você não vai nos dominar! Afirmou Ernane, sem deixar Tupariu se mexer.
 - Você vai ser meu otário predileto. Respondeu Tupariu toda dengosa.
 - Dom Nee vai ser meu lacaio. Finalizou.



  A luta estava feroz.
  Tudo indicava que Tupariu levaria a melhor.
  Dom nee, resistia muito bem.
  Ernane não desistia. Até que do alto, surge um helicóptero.
  Um helicóptero diferente, todo moderno, jamais visto antes.
  Ele para bem perto. Todos olham para ele.
  De repente, pula alguém.
 - É ele! Gritou Dom Nee, todo feliz.
 - É o Coronel Sérgio Bruaca? Perguntou Ernane.
 - Não. É muito melhor, seu besta.
   Nesse instante, o novo herói que pulou do helicóptero, Chega ao solo com toda pompa, e grita: - Américaaaaaa!!!!!!!
  Seu uniforme é azul marinho, tem um cinto de utilidades e um capacete branco de piloto de helicóptero, com um globo azul e as estrelas da federação em destaque. Sua altura, é de 1,10.
 - Meu nome é América Bebezinho! Vim aqui para restabelecer a ordem e a justiça.
 - Solte Ernane e Dom Nee agora. Ordenou América Bebezinho.
  Imediatamente, Tupariu obedece e foge dizendo.
 - Isso não vai ficar assiiiiimmmmmm!
   Dom Nee e Ernane, correm na direção de América Bebezinho e comemoram.
 - Eu cheguei! Gritou o Coronel Sérgio Bruaca surgindo do nada e dando o maior susto em Ernane e Dom Nee.
  América Bebezinho, não se assusta com nada.
 - O que você quer aqui Coronel Sérgio Bruaca. Não vê que já derrotamos o inimigo? Gritou Dom Nee já em sua forma humana.
 - Eu vim ajudar. Respondeu choroso o Coronel Bruaca.
 - Não falem assim com ele. Ordenou América Bebezinho.
 - A partir de agora, vamos formar uma equipe de heróis. Continuou América bebezinho.
 - Uma equipe? Perguntou Ernane todo bobo.
 - Sim! O nome será Heróis Vigilantes. E nós quatro seremos os primeiros. Outros viram para se juntarem a nós. Finalizou América Bebezinho.
  Todos Sorriram, deram as mãos para comemorar e gritaram: - Américaaaaaaaa!!!!!!!!

Ano 6, Ed. 18, Abril de 2012.

A História de Ernane – Parte II

Continuando a história anterior, Ernane, após ser acordado por seu chefe, percebeu que sua vida de luxo e herói mundial, na realidade, não passou de um sonho.
  Triste e deprimido, voltou ao trabalho.
 - Enfermeiro. Chamou uma jovem paciente de 75 anos.
 - O que deseja minha queria paciente?
 - Quero cuspir no pinico. Quero que troque minha fralda e lave minha dentadura. Você pode fazer isso?
   O deprimido Ernane, acenou positivamente com a cabeça e imediatamente começou a cuidar da jovem velhota.
  Enquanto o enfermeiro Ernane fazia suas obrigações, ficava imaginando como seria salvar o mundo.
  De repente, entra correndo na emergência a enfermeira Rafaela apavorada e puxando os cabelos para cima como se fosse o fim do mundo.
 - Ernane, socorrooooooooo!!!!!!!! Gritou a Rafaela apavorada.
 - O que ouve? Perguntou o herói.
 - Tem um maluco invadindo o hospital.
 De repente, entra um homem de 1,50 de altura com cabelos longos e lisos até a cintura gritando: - vai todo mundo morrerrrrrrrrrrr!!!! Vai todo mundo morrerrrrrrrrrrrrrrrr!!!!
  O homem se virou e viu Ernane. Começou a correr em sua direção com um bastão de madeira na mão.
 Todo mundo na emergência começou a correr.
  Rafaela estava agarrada em Ernane como uma aranha.
  O enfermeiro chefe se escondeu atrás do telefone. E o restante, sumiu.
  De repente, o homem parou. Olhou fixamente para Ernane e disse:
 - Finalmente te encontrei. Ernane meu filho, só você pode nos salvar!
  Nesse momento, Ernane fica paralisado e espantado com o que ouviu.
 - Do que falas, reles homem louco?
Perguntou Ernane já se achando.
 - Tem um cara matando as pessoas nas emergências dos hospitais. Afirmou o jovem homem.
 - E quem seria? Perguntou  Ernane, visivelmente abalado e se achando.
 - O cara se disfarça de enfermeiro chefe e começa a fazer suas maldades. Afirmou o jovem homem com o bastão na mão, apontando para Ernane.
  De repente, alguém tosse.
  O homem se vira para ver quem é. De repente, ele grita.
 - É ele1 É ele! Apontando para o enfermeiro chefe que se escondia atrás do telefone.
 - Ele é o assassino que todos chamam de enfermeiro.
  Todos ficam apavorados.
  - Eu não. Ta maluco? Eu sou bonzinho. Respondeu em voz alta o enfermeiro chefe.
  - A é. Eu me enganei. O cara que procuramos, não tem cabeça.
Afirmou o homem cabeludo com a maior calma, batendo o bastão na mão.
  Então, o que vamos fazer? Perguntou o desorientado Ernane que largou a enfermeira Rafaela, deixando-a cair no chão.
  Nesse momento, todos ouvem um grande barulho no lado de fora da emergência e correm para ver o que está havendo.
  Era um helicóptero da força aérea. Dele, descia pela corda ele, o Coronel Sérgio Bruaca. Destemido herói.
 - Eu sou o coronel Sérgio Bruaca. Vim aqui para capturar o temível enfermeiro sem cabeça.
- É você o enfermeiro sem cabeça? Perguntou  o Coronel Sérgio Bruaca ao enfermeiro Ernane.
 - Se fosse eu, não teria cabeça seu besta. Respondeu nosso herói Ernane.
 - Então quem é? Perguntou o Coronel.
  Nesse momento, aparece a enfermeira Daniele que dá de cara com o homem cabeludo e começa a gritar pondo a mão na cabeça.
   O homem cabeludo, fica olhando para ela e pergunta a Ernane:
 - Ela não vai parar de gritar?
 - Não esquenta. Ela é assim mesmo. Respondeu nosso herói.
 - Vejam quem chegou. Gritou o Coronel Sérgio Bruaca, apontando para o corredor do hospital.
  Lá estava ele. De jaleco branco, sem cabeça e com duas foices nas mãos.
  Todos ficaram apavorados.
  Márcia esponja que estava ao telefone, continuou ao telefone, Barbara desmaiou, Talita, desmaiou, Ana Paula gritou, enfermeiro Rafael, correu, Rafaela, encolheu, Daniele continuou gritando, Coronel Sérgio Bruaca ficou branco como uma galinha, e nosso herói Ernane, não fez nada.
  De repente, aparece na frente de todos o homem cabeludo de bastão na mão.
 - O que você quer seu louco? Perguntou.
 - Eu vim atrás de um homem bem bonito. Respondeu o sem cabeça.
 - Então tu ta no lugar errado. Respondeu o homem cabeludo.
 - Tu só vai encontrar o que quer, no prédio ao lado. Afirmou nosso herói Ernane.
 - Chegando lá, procura o Alfredo. É o mais bonito do hospital.
  O enfermeiro sem cabeça, bota a mão na cabeça e em seguida vai em direção ao prédio ao lado.
  Chegando lá, procura pelo escolhido Alfredo.
 - Onde está o Alfreeeeeeedo?
 - Onde está o Alfreeeeeeedo?
  Alfredo ouve alguém chamar por ele e imediatamente vai na direção da voz.
  - O que é isso? Grita apavorado o galante Alfredo.
  - Quero sua cabeeeeeeeça.
  - Socoooooooooooooorro! Gritou correndo na direção da emergência onde todos estavam comemorando a sorte que tiveram quando o enfermeiro sem cabeça foi embora.
  - Socoooooorro! Gritou Alfredo entrando na emergência e se agarrando ao enfermeiro Ernane.
 - Me solta. Eu gosto muito é de uma morena. Reclamou Ernane visivelmente constrangido enquanto todos riam dele.
  Nesse momento, o enfermeiro sem cabeça entra no corredor e imediatamente, o coronel Sérgio Bruaca toma a frente da situação juntamente com Ernane.
   O sem cabeça para. Coronel Bruaca olha firme para ele e diz: - Chupa essa manga Ernane. Eu fui.
  Coronel Sérgio Bruaca pega a corda pendurada no helicóptero e foge como uma galinha apavorada.
  Ernane não vê alternativa. Parte para cima do sem cabeça e começa a lutar com ele.
  Vendo que Ernane esta levando a pior, todos se mandam e apena Alfredo fica para assistir a luta que Ernane está enfrentando com bravura.
  Ernane não tem mais chances e quando o sem cabeça vai dar o golpe final.
 - Não! Nãaaaaaaaao! Grita o sem cabeça fugindo em seguida.
  Ernane não entendeu nada. Ele olha para o lado e vê Alfredo com um copo vazio na mão.
  - O que você jogou nele? Perguntou nosso herói, enquanto catava suas partes pelo corredor.
  Alfredo responde com maior orgulho: - joguei café do hospital nele.
  Ninguém agüenta esse café.
  Alfredo deu a mão a Ernane e juntos, foram aplaudidos por todos.

Ano 6, Ed. 17, Março de 2012.

A História de Ernane

Essa é a história de Ernane, um rapaz muito bonzinho que ajudava a todos.
  Certo dia, Ernane estava em seu iate no mar de Angra dos Reis, quando de repente, surge uma mulher muito bonita na sua frente.
 - O que você quer mãe? Perguntou o jovem Ernane.
 - Vim te avisar que não vou limpar a sujeira de suas amiguinhas. Se quiser, mande elas limparem. Disse sua mãe antes de pular na água e nadar para a praia, deixando seu filho para trás a mercê de quatro gatinhas que não paravam de sorrir para ele.
 - Mamãe! Volta. Quem vai fritas minhas batatinhas? Gritava o jovem Ernane choroso.
 - Nós fritamos benzinho. Responderam as jovens donzelas.
   Nesse momento, surge no céu um helicóptero militar e dele, pula alguém. É o Coronel Sérgio Bruaca, que após subir ao iate, se apresenta.
 - Sou o Coronel Sérgio Bruaca. Vim até você para lhe pedir ajuda.
 - Em que posso ajudá-lo seu nojento? Não vê que estou ocupado? Respondeu o jovem Ernane.
 - O mundo está em perigo. Só você pode nos ajudar.
 - Como assim? Perguntou aflito.
  De repente, alguém grita. - Ernane, Ernane, ta na hora!
  Todos ficam apavorados e começam a olhar para os lados tentando descobrir da onde vem aquela voz.
 - Ernane, Ernane, ta na hora seu otário.
  O jovem Ernane, começa a ver tudo embaçar na sua frente e de repente, Ernane abre os olhos e vê em sua frente, o enfermeiro Rafael, seu chefe.
 - Acorda rapaz. Tá na tua hora de trabalhar.

Ano 5, Ed. 16, Dezembro de 2011.

Histórinha do Santnana

O Cachorro Miúdo.

Foi numa noite de luar, quando passeava pela rua Goiás, que recebi um telefonema. Era a senhora Constância.
 -  Senhor Santana, poderia melevar até o veterinário? Meu cachorrinho está muito amuado e tenho medo que esteja dodói.
 - Mas dona Constância, qual o tamanho do seu  cachorro?
 - Ah!  Ele é miúdo.
 - Muito bem, estarei aí em cinco minutos.
  Chegando lá, liguei e avisei da minha chegada.
 - Já estou descendo Santana.
  Derrepente,  comecei a ver os ponteiros do relógio girarem. E quanto mais giravam, eu via a minha vida passando pela minha mente como se fosse uma retrospectiva.
  Finalmente, depois de vinte minutos, eis que dona Constância aparece.
 - Onde está o cachorro? Perguntei eu em minha inocência.
 - Ele está aqui.
  Nesse momento, dona Constância abre a porta da frente de meu carro e como um raio, um animal enorme se senta no banco do carona.
  Apavorado com a cena, começo a gritar.
 - O que é isso?
 - Esse é meu cachorro seu bruto. Pare de gritar que ele se assusta fácil.
 - Esse cavalo está babando encima de mim.
 - É por isso que quero levá-lo ao veterinário.
 - Mas a senhora disse que  ele era miúdo.
 - Miúdo é o nome dele seu insensível.
Nesse momento, consegui abrir a janela e gritei: Socorro!!!!!!!!!!

Ano 5, Ed. 15, Agosto de 2011

Histórinhas do Santana

Lemão.

Estava eu a esperar um passageiro, quando veio em minha direção um sujeito muito esquisito que se chamava Lemão.
 - Tu faz corrida até o mangueirão?
  - Não, não faço não.
  - Por que não?
  - Porque não sou o taxi da vez não.
  -  Mas eu quero você. Tu é o mais bonito. Aquele ali, só sabe girar pros lados como um boneco de Olinda. O outro, parece maluco.
  -  Sinto muito senhor Lemão, regras são regras.
  -  Eu te pago o lanche e te dou umas balas.
  -  As balas podem ser de caramelo?
  -  O sabor que quiser.
  -  O senhor conseguiu me conquistar.
Ano 4 ed. 14, Dezembro de 2010.

A Princesa Maria

   Em uma época muito remota, mais ou menos na idade média do ano de 2010, existia uma princesa chamada Maria que tinha uma manga vampira e voadora como mascote.
   Essa princesa, era prisioneira do malvado Bento B do reino de Besouro, xerife do reino de Igor, cujo Rei Breno se ausentara por motivos da próxima história.

   Bento Besouro, a manteve prisioneira, pois era apaixonado pela comida que ela fazia.
 - Você vai cozinhar pra mim princesa. Ordenou Bento Besouro.
 - Não vou não seu xerife malvado. Respondeu a chorosa princesa agarrada a seu mascote, a manga vampira.
 - Vossa alteza é a única que sabe fazer salgadinhos gostosos. Não abrirei mão de você minha querida. Replicou Bento Besouro.
 - E digo mais. Se não fizer minhas vontades, chupo essa manga vampira e ridícula que você cuida como se fosse algo que preste. Finalizou o malvado xerife.

   Mais tarde, bem longe do reino de Igor, o comando da força aérea recebe um chamado misterioso no qual pedia ajuda.
   Imediatamente, a força aérea envia seus mais ferozes heróis para a missão de resgate da princesa Maria.

   Quem adivinhar quem são os heróis, ganha um doce.
   Isso mesmo, meus queridos e entediados leitores.
   Os coronéis Sérgio Bruaca e Gilberto Fala Muito.

   Mais tarde, chegando ao castelo do xerife Bento Besouro, os coronéis Sérgio Bruaca e Gilberto Fala Muito, começam os preparativos para o resgate da adorável princesa.
   De repente, eis que surge no alto do castelo, Bento Besouro.
 - O que querem aqui bravos heróis? Perguntou o xerife em tom suave.
 - Viemos resgatar a princesa. Respondeu o Coronel Bruaca.
   Nesse momento, Bento Besouro põem a mão no queixo e fica pensativo.
   Enquanto isso, no outro lado da margem do rio, coronéis Gilberto e Bruaca, analisam a situação.
 - Vamos fazer o seguinte. Vou distrai-lo com algumas piadas e nesse tempo, você dá a volta e resgata a princesa Maria. Combinado? Analisou o coronel Gilberto.
 - Combinado nada seu besta. Suas piadas, não tem a menor graça. Respondeu o coronel Bruaca.
 - Xerife Bento. Vou lhe fazer uma proposta. Eu lhe ofereço o coronel Gilberto para ser seu lacaio, em troca da princesa. Barganhou o coronel Bruaca.
 - O que pensa que sou? Só porque tenho cara de broa de milho, não quer dizer que eu seja uma espiga. Eu já tenho meu lacaio. Respondeu o xerife bento Besouro.
- Apareça meu lacaio. Ordenou.
  De repente, todos ficam surpresos quando o lacaio de Bento Besouro aparece.
  Coronel Bruaca, gofou de tanto espanto e coronel Gilberto Fala Muito, ficou sem fala.
  Ere ele. Elias Elinguá. Saindo de uma das torres olhando para todos os lados como um suricato perdido.
 - Isso é covardia seu xerife de meia suja. Respondeu o Coronel Bruaca.
- Covardia é o que vou fazer agora. Retrucou Bento Besouro.
- Lacaio, vá lá e destrua todos.
- Quem? Eu? Ir a onde? Ta maluco? Posso ser lacaio, mais não sou burro.
- Esse aí, é o coronel Sérgio Bruaca. Destemido e corajoso. Respondeu Elias Elinguá.
- Eu vou é ficar do lado deles. Você é um xerife meio esquisito. Completou.
  Nesse momento, coronel Gilberto manda o helicóptero baixar uma caixa brindada.
  Todos ticam curiosos.
- O que você tem aí seu coronel ridículo? Perguntou Bento Besouro.
- Você vai ver. Respondeu o coronel Bruaca.
  E de repente, a caixa começa a se abrir.
  Xerife Bento Besouro, começa a ficar com uma faixa branca nas costas e começa a gritar como um frango.
  É a arma “jota”.
  Princesa Maria, fica tão apavorada, que começa a chupar a manga vampira que cuidava com tanto carinho.
 - A arma “jota” é Ju Boca de Guitarra. Gritou a princesa apavorada.
 - Nunca imaginei que você fosse capaz, coronel  Bruaca. Respondeu visivelmente amedrontado o xerife Bento.
 - Eu avisei você. Finalizou o coronel Bruaca.
  Elias Elinguá, correu para de baixo da saia da princesa Maria.
- Ju Boca de Guitarra. Manda um alô para o xerife. Ordenou o coronel Bruaca.
- Eu vou lá na birosca contar umas piadas para a Márcia Esponja. Respondeu fugindo o coronel Gilberto.
- Eu vou derrubar esse castelo. Gritou Ju Boca de Guitarra.
  Nesse instante, o castelo desmoronou.
Coronel Bruaca, ficou muito feliz.
- Muito bem, Ju Boca de Guitarra. Toma aí uma esfiha.
- Não quero nada seu otário. Isso é o que você merece. Respondeu Ju Boca de Guitarra, que aproveitou e deu uma surra no coronel Bruaca.
- Ao menos, salvei a princesa Maria. Respondeu o coronel Bruaca, com os dentes e o fígado na mão.
  De repente, saindo dos escombros do castelo, a princesa Maria carregava nos ombros o xerife Bento Besouro e Elias Elinguá desacordados.
- Seu idiota. Olhe o que fez. Eu estava tentando conquistar o coração deste xerife banguela para poder vender meus salgadinhos na feira. Você tinha que estragar tudo.
- Vamos embora Ju. Vamos para a birosca comer salgados. Ordenou a princesa Maria.
- Eu sou um herói injustiçado. Choramingou o coronel Bruaca.
- Pare de chorar e vamos pra birosca comer salgados e comemorar o natal.