sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ano 6, Ed. 18, Abril de 2012.

A História de Ernane – Parte II

Continuando a história anterior, Ernane, após ser acordado por seu chefe, percebeu que sua vida de luxo e herói mundial, na realidade, não passou de um sonho.
  Triste e deprimido, voltou ao trabalho.
 - Enfermeiro. Chamou uma jovem paciente de 75 anos.
 - O que deseja minha queria paciente?
 - Quero cuspir no pinico. Quero que troque minha fralda e lave minha dentadura. Você pode fazer isso?
   O deprimido Ernane, acenou positivamente com a cabeça e imediatamente começou a cuidar da jovem velhota.
  Enquanto o enfermeiro Ernane fazia suas obrigações, ficava imaginando como seria salvar o mundo.
  De repente, entra correndo na emergência a enfermeira Rafaela apavorada e puxando os cabelos para cima como se fosse o fim do mundo.
 - Ernane, socorrooooooooo!!!!!!!! Gritou a Rafaela apavorada.
 - O que ouve? Perguntou o herói.
 - Tem um maluco invadindo o hospital.
 De repente, entra um homem de 1,50 de altura com cabelos longos e lisos até a cintura gritando: - vai todo mundo morrerrrrrrrrrrr!!!! Vai todo mundo morrerrrrrrrrrrrrrrrr!!!!
  O homem se virou e viu Ernane. Começou a correr em sua direção com um bastão de madeira na mão.
 Todo mundo na emergência começou a correr.
  Rafaela estava agarrada em Ernane como uma aranha.
  O enfermeiro chefe se escondeu atrás do telefone. E o restante, sumiu.
  De repente, o homem parou. Olhou fixamente para Ernane e disse:
 - Finalmente te encontrei. Ernane meu filho, só você pode nos salvar!
  Nesse momento, Ernane fica paralisado e espantado com o que ouviu.
 - Do que falas, reles homem louco?
Perguntou Ernane já se achando.
 - Tem um cara matando as pessoas nas emergências dos hospitais. Afirmou o jovem homem.
 - E quem seria? Perguntou  Ernane, visivelmente abalado e se achando.
 - O cara se disfarça de enfermeiro chefe e começa a fazer suas maldades. Afirmou o jovem homem com o bastão na mão, apontando para Ernane.
  De repente, alguém tosse.
  O homem se vira para ver quem é. De repente, ele grita.
 - É ele1 É ele! Apontando para o enfermeiro chefe que se escondia atrás do telefone.
 - Ele é o assassino que todos chamam de enfermeiro.
  Todos ficam apavorados.
  - Eu não. Ta maluco? Eu sou bonzinho. Respondeu em voz alta o enfermeiro chefe.
  - A é. Eu me enganei. O cara que procuramos, não tem cabeça.
Afirmou o homem cabeludo com a maior calma, batendo o bastão na mão.
  Então, o que vamos fazer? Perguntou o desorientado Ernane que largou a enfermeira Rafaela, deixando-a cair no chão.
  Nesse momento, todos ouvem um grande barulho no lado de fora da emergência e correm para ver o que está havendo.
  Era um helicóptero da força aérea. Dele, descia pela corda ele, o Coronel Sérgio Bruaca. Destemido herói.
 - Eu sou o coronel Sérgio Bruaca. Vim aqui para capturar o temível enfermeiro sem cabeça.
- É você o enfermeiro sem cabeça? Perguntou  o Coronel Sérgio Bruaca ao enfermeiro Ernane.
 - Se fosse eu, não teria cabeça seu besta. Respondeu nosso herói Ernane.
 - Então quem é? Perguntou o Coronel.
  Nesse momento, aparece a enfermeira Daniele que dá de cara com o homem cabeludo e começa a gritar pondo a mão na cabeça.
   O homem cabeludo, fica olhando para ela e pergunta a Ernane:
 - Ela não vai parar de gritar?
 - Não esquenta. Ela é assim mesmo. Respondeu nosso herói.
 - Vejam quem chegou. Gritou o Coronel Sérgio Bruaca, apontando para o corredor do hospital.
  Lá estava ele. De jaleco branco, sem cabeça e com duas foices nas mãos.
  Todos ficaram apavorados.
  Márcia esponja que estava ao telefone, continuou ao telefone, Barbara desmaiou, Talita, desmaiou, Ana Paula gritou, enfermeiro Rafael, correu, Rafaela, encolheu, Daniele continuou gritando, Coronel Sérgio Bruaca ficou branco como uma galinha, e nosso herói Ernane, não fez nada.
  De repente, aparece na frente de todos o homem cabeludo de bastão na mão.
 - O que você quer seu louco? Perguntou.
 - Eu vim atrás de um homem bem bonito. Respondeu o sem cabeça.
 - Então tu ta no lugar errado. Respondeu o homem cabeludo.
 - Tu só vai encontrar o que quer, no prédio ao lado. Afirmou nosso herói Ernane.
 - Chegando lá, procura o Alfredo. É o mais bonito do hospital.
  O enfermeiro sem cabeça, bota a mão na cabeça e em seguida vai em direção ao prédio ao lado.
  Chegando lá, procura pelo escolhido Alfredo.
 - Onde está o Alfreeeeeeedo?
 - Onde está o Alfreeeeeeedo?
  Alfredo ouve alguém chamar por ele e imediatamente vai na direção da voz.
  - O que é isso? Grita apavorado o galante Alfredo.
  - Quero sua cabeeeeeeeça.
  - Socoooooooooooooorro! Gritou correndo na direção da emergência onde todos estavam comemorando a sorte que tiveram quando o enfermeiro sem cabeça foi embora.
  - Socoooooorro! Gritou Alfredo entrando na emergência e se agarrando ao enfermeiro Ernane.
 - Me solta. Eu gosto muito é de uma morena. Reclamou Ernane visivelmente constrangido enquanto todos riam dele.
  Nesse momento, o enfermeiro sem cabeça entra no corredor e imediatamente, o coronel Sérgio Bruaca toma a frente da situação juntamente com Ernane.
   O sem cabeça para. Coronel Bruaca olha firme para ele e diz: - Chupa essa manga Ernane. Eu fui.
  Coronel Sérgio Bruaca pega a corda pendurada no helicóptero e foge como uma galinha apavorada.
  Ernane não vê alternativa. Parte para cima do sem cabeça e começa a lutar com ele.
  Vendo que Ernane esta levando a pior, todos se mandam e apena Alfredo fica para assistir a luta que Ernane está enfrentando com bravura.
  Ernane não tem mais chances e quando o sem cabeça vai dar o golpe final.
 - Não! Nãaaaaaaaao! Grita o sem cabeça fugindo em seguida.
  Ernane não entendeu nada. Ele olha para o lado e vê Alfredo com um copo vazio na mão.
  - O que você jogou nele? Perguntou nosso herói, enquanto catava suas partes pelo corredor.
  Alfredo responde com maior orgulho: - joguei café do hospital nele.
  Ninguém agüenta esse café.
  Alfredo deu a mão a Ernane e juntos, foram aplaudidos por todos.

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