quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Alfredo de Portugal

nº 31 (Outubro de 2017)

Alfredo de Portugal

  Essa história se passa no ano de 1499, num vilarejo do interior da França.
  Um jovem ferreiro trabalhava duro na confecção de ferraduras e colocação nos cavalos, quando de repente, surge em sua frente quatro cavaleiros cruzados montados em seus cavalos.
  Um deles o líder, tinha cara de pirulito.
  - Bom dia reles ferreiro! Sou Lorde Alfredo de Portugal. Estou a caminho de Portugal em missão e paramos aqui para que eu possa falar com você.
  - Sou apenas um ferreiro, o que queres de mim?
  - Tu és Carlos o ferreiro?  Perguntou Alfredo de
Portugal.
  - É!  Sou!
  Alfredo de Portugal desce de seu cavalo branco, olha diretamente para Carlos o ferreiro e diz:
  - Sou um cavaleiro cruzado e para continuar assim, preciso pedir-lhe perdão!
  Carlos o ferreiro se assusta com o que ouve e Alfredo de Portugal continua :
  - Preciso que me perdoe!  Conheci sua mãe a muito tempo atrás quando eu ainda era jovem.
  Alfredo de Portugal faz leve pausa e continua.
  - Eu sou seu pai. Finalizou.
  Carlos o ferreiro olha para ele e depois de demorado silêncio pergunta.
  - Esse baixinho também
é seu filho? Perguntou apontando a marreta em direção a um dos cavaleiros.
  - Não!  Esse é Marco Coração de Leão. Rei da Inglaterra. Respondeu.
  - E esse negão é seu filho? Perguntou apontando a marreta.
  - Não!  Esse é Gérson do Egito descendente direto do faraó Tutankhamon. Respondeu Alfredo de Portugal já coçando a cabeça.
  Carlos o ferreiro aponta a marreta para o terceiro cavaleiro e diz.
  - Com certeza esse não é seu filho!
  Alfredo de Portugal se surpreende e confirma.
  - É ele não é meu filho!  Ele é Jefferson Paaai.
  - Pai de quem?  Com certeza não é seu pai!  Retrucou Carlos o ferreiro visivelmente assustado.
  - Ele é pai da Rainha Sofia da Escócia.Como você sabe que ele não é meu filho? Perguntou Alfredo de Portugal curioso.
  Carlos o ferreiro apontou a marreta para Alfredo de Portugal e respondeu bem sério.
  - Intuição de filho!
  Curioso, Carlos o ferreiro pergunta.
  - Por que Jefferson Paaai não é rei da Escócia?
  Alfredo de Portugal esclarece.
  - Sua filha o expulsou pois ele era viciado em chupar sangue de animais. Hoje ele não faz mais
isso!
  Carlos o ferreiro se assusta. Aponta a marreta na direção de Jefferson Paaai e adverte.
  - Fica longe de mim!
  Em seguida, se vira para Alfredo de Portugal e pergunta.
  - Mas afinal, o que você quer de mim?
  - Preciso que me perdoe e que venha comigo, pois juntos, 
cumpriremos a missão que me foi dada em sonho.
  Carlos o ferreiro leva a mão ao queixo e diz.
  - Quando terminarmos a missão, eu te respondo se perdoo.
  - Então, tu vás comigo para Portugal? Perguntou Alfredo de Portugal com um sorriso bobo na cara.
  - Ir para onde?
  - Para Portugal!
  - Pra quê?
  - Para a missão!
  - Que missão?
  - A missão que me foi dada em sonho! Respondeu Alfredo de Portugal já irritado.
  - Calma papai! Respondeu Carlos o ferreiro com cara de arteiro.
  Os outros cavaleiros começaram a
rir.
  Alfredo de Portugal olha para eles e diz.
  - Vamos que já estamos atrasados.
  Ao anoitecer, depois de um dia de viagem, os cavaleiros e o ferreiro decidem descansar.
  Em volta da fogueira, enquanto se alimentam, Gerson do Egito, resolve falar.
  - Você precisa de um nome de guerreiro.
  - Ele já tem um. É Ferreiro que ferra tudo. Respondeu Jefferson Paaai com ar de deboche.
  - Fica na tua vampiro! Eu já tenho um nome. É Carlos o Acusador. Assim me chamarei a partir de hoje.
  - Isso mesmo meu filho, é assim que se deve proceder um verdadeiro Cavaleiro Templário! Falou Alfredo de Portugal todo entusiasmado.
  - Fica feliz depois
de terminarmos a missão velho! Retrucou Carlos o Acusador.
  Uma semana depois, finalmente os cinco cavaleiros templários chegam a Portugal.
  - Oh fim de mundo! Gritou bem alto Marco coração de Leão.
  - Pois muito que bem! Agora que já chegamos, você pode nos revelar qual é a missão que viemos realizar? Perguntou Carlos o Acusador.
  - Paciência irmãos! Acamparemos aqui e mais tarde, lhes contarei tudo. Respondeu Alfredo de Portugal com ar de mistério.
  Mais tarde, enquanto Carlos o Acusador permanecia sentado e Gérson do Egito afiava sua espada, Jefferson Paai e Marco coração de Leão preparavam a refeição.
  Alfredo de Portugal, depois de longa meditação, resolve falar da missão.
  - Certa noite, tive uma visão arrepiante e muito cruel. Logo depois ouvi uma voz dizer o que deveria fazer para evitar que essa visão do futuro aconteça.
  - Mais e aí? O que devemos fazer? Interrompeu Carlos o Acusador.
  - Na minha visão, devemos impedir uma mulher montada em um burro, de atravessar o riacho que passa no meio daquele vilarejo.
Completou Alfredo de Portugal.
  - Tá falando sério? Você nos fez cavalgar até esse fim de mundo só para impedir uma mulher de andar com seu burro? Perguntou Carlos 
o Acusador já apontando sua marreta para Alfredo de Portugal que imediatamente respondeu.
  - Acalme-se! Parece brincadeira mas o fato é de grande importância histórica. Só precisamos impedi-la de atravessar aquele riacho. Depois, vocês saberão porque.
  - Confie em seu pai jovem acusador! Apelou Gérson do Egito.
  Carlos o Acusador guarda sua marreta e responde.
  - Gostei do jovem! Acho bom isso tudo ser correto! Vamos dormir.
  Pela manhã, já chegando ao vilarejo de Ovar, Alfredo de Portugal alerta aos seus cavaleiros.
  - Lá está ela! Vamos! Ela está quase a atravessar o riacho.
Impeçam-na!
  Todos vão a caça. Correm com seus cavalos como nunca antes haviam corrido!
  - Pare já, Olga Espanhola! Não se atreva a cruzar este riacho!
  Advertiu Alfredo de Portugal, dando de tudo com seu cavalo para impedi-la.
  Olga Espanhola se apavora. Tenta fazer seu burro correr mas é inútil. Alfredo de Portugal a alcança.
  - O que tu queres? Deixe-me em paz! Gritou Olga Espanhola apavorada
.
  - Tu não podes atravessar este riacho! Respondeu Alfredo de Portugal.
  De repente, Olga Espanhola pega um martelo de sua bolsa e de imediato, lança em direção a Alfredo de Portugal que é acertado em cheio bem no meio da testa, caindo sentado no chão.
  Olga Espanhola vendo que os outros cavaleiros vinham em sua direção, corre e pula em cima do cavalo de Alfredo de Portugal e cavalga em direção a floresta gritando enquanto sumia entre as árvores.
  - Nunca me pegarão seus malvados!
  Lentamente, bem devagar, Carlos o Acusador montado em seu cavalo, se
aproxima de Alfredo de Portugal e diz.
  - Então papai, que vergonha! Estás ridículo ai embaixo! É isso que tua visão te mostrou? É lamentável!
  - Ela atravessou o riacho? Perguntou Alfredo de Portugal com um sorriso enorme no rosto.
  - Nãaaaaaaaaaoooooo! Respondeu Carlos o Acusador enquanto descia do cavalo.
  - Amigos, estão vendo aquele homem do outro lado do riacho montado num cavalo? Perguntou Alfredo de Portugal aos seus cavaleiros.
  - É Pedro Alvarez Cabral. Completou.
  - É daí? Não vai me dizer que ele é seu filho e que Olga Espanhola não é boa o suficiente para ele
? Ironizou Marco coração de Leão.
  - Não meus amigos! Em minha visão, Olga Espanhola atravessa o riacho e se depara com ele. Eles se apaixonam e por consequência, Pedro Alvarez Cabral resolve embarcar em seu navio para ir para as Índias comprar presentes para sua amada. Ele perde o caminho e vai parar em terras novas que no futuro vai se chamar Brasil. A voz que ouvi depois, disse para eu impedi-la de atravessar o riacho. Assim eles não se conheceriam e Pedro Alvarez Cabral seguiria seu destino que é ser fazendeiro criador de porcos.
  - E em sua
visão mostra quem vai descobrir o Brasil? perguntou Jefferson Paai.
  - Os holandeses! Afirmou Alfredo de Portugal com um sorriso enorme no rosto.
  - Tenho mais uma coisa a dizer. Avisou Alfredo de Portugal todo animado.
  - Iiiiih! Lá vem história! Ironizou Gérson do Egito.
  - Eu não sou Alfredo de Portugal. Eu sou holandês!
- Eu me chamo Alfredo holandês! Gritou Alfredo com todo orgulho!
- Tu não tá bem! Foi pra isso que nos fez vir aqui? Reclamou Carlos o Acusador.
- Estou chocado! Como podê nos enganar todos esses anos? Somos seus companheiros! Lamentou Jefferson Paai.
- É uma boa causa! Imaginem o Brasil sendo colônia da Holanda! Delirou Alfredo holandês.
- Vou embora! Afirmou Carlos o Acusador.
- Esperem! Somos cavaleiros templários! Temos que cumprir as ordens do Senhor! Advertiu Alfredo holandês.
- Não vou seguir ordens de um surtado! Respondeu Carlos o Acusador enquanto se distanciava.
  Alfredo holandês então avisa:
- Em outro sonho, a voz me disse para ir a Itália pois lá se encontra no poder, um homem muito cruel! Ele se chama lulius Embusteiro. Ele tem o poder de iludir as pessoas. Termos que impedir o embusteiro e seus lacaios. É uma missão humanitária! Apelou Alfredo holandês enquanto levantava sua espada em direção ao céu.
  Carlos o Acusador ao ouvir o apelo,  volta, desce do cavalo, empunha sua espada com a mão direita, com a esquerda aponta a marreta em direção a Alfredo holandês e diz: - Nisso eu acredito e vou contigo até o fim!
  Nesse instante os outros cavaleiros templários apontam suas espadas ao céu e em uma só voz pronunciam:
- Nós cavaleiros templários juramos defender a humanidade, a liberdade e a justiça para todo sempre!
Fim?
Em tempo: - Eu te perdoo papai!

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